Category Archives: no mundo

a evolução segundo meu pai

Quando vi o filme “Peixe Grande” pela primeira vez, lembrei logo do meu pai. Foi ele quem criou as grandes fantasias da minha infância e quem ainda faz questão de sustentá-las (ainda que tenham se passado tantos e tantos anos). Quando me mudei para São Paulo nós criávamos nossa aproximação através das incríveis cartas ilustradas que ele me mandava e da nossa brincadeira de completar uma história escrita a quatro mãos e, veja bem, naquela época, com a ajuda dos Correios e não da Internet.

Mas o que me levou a escrever este post foi a constante lembrança da forma que meu pai encontrou de me ensinar História, conceito de evolução, e tudo contido nessas duas ideias. Na nossa sala da casa em Pirenópolis ele estendia metros e metros de barbante e ia fazendo nózinhos, cada vez mais próximos uns dos outros, para depois me contar com riqueza de detalhes os acontecimentos contidos em cada um desses nós. Com o passar dos séculos, mais nós iam se acumulando, e era a forma que ele tinha de mostrar como as coisas evoluíram com mais rapidez a partir da Revolução Industrial. Naquele momento, aquela sala de nossa casa secular se transformava em um mundo mágico, cheio de descobertas, guerras, tempos de paz e tanta novidade que eu era capaz de ficar ali por dias a fio, só imaginando o mundo nos nós do barbante.

Recentemente lançaram a régua da evolução, que me fez lembrar bastante da invenção do meu pai, mas que perde de longe no quesito magia…

(A Amazon vende por $ 18, aqui)

Com o começo de uma nova década, inúmeras e incontáveis revistas, jornais e publicações online fizeram não só suas projeções para os próximos anos como também relembraram o que significou a primeira década do século XXI e as inovações e tendências observadas no último século (e as previsões para 2050!).

Gráfico por Phillip Niemeyer, diretor de arte no estúdio de design Double Triple

Innovation Timeline, de 1900 a 2050, por What’s Next

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the new newsstand: the importance of reading

 

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green now: pib verde

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A discussão sobre a sustentabilidade e a dita economia verde vem ganhando corpo em paralelo com esta que está sendo chamada de “a maior crise econômica da história”. Nos últimos dias, por conta de um encontro mundial, muito tem se falado sobre a implementação de um PIB Verde, uma forma de análise dos produtos de um país que inclui também seus recursos naturais e suas variáveis sociais, criando uma ferramenta muito mais completa do que a do PIB .

Resumindo, o PIB Verde é um índice de crescimento econômico que leva em consideração o impacto do crescimento no meio ambiente.

“É uma falta de inteligência pensar que maximizar o lucro de uma forma exponencial sem fim e continuar gerando toda a depredação do meio ambiente, os problemas sociais, a distribuição de renda, não vai interferir diretamente na sociedade”, avalia José Roberto Kassai, professor da FIPECAFI, que juntamente com Nelson Carvalho, elaborou o estudo intitulado Balanço das Nações que pretende ser uma forma de analisar o PIB Verde.

A pergunta que fazemos é: se o verde e as repercussões do desenvolvimento no meio ambiente virarem moeda corrente para a avaliação do crescimento de um País e, consequentemente, da sua capacidade de receber investimentos externos e todos os demais impactos econômicos que o índice pode causar, as corporações e governos finalmente abraçarão, para além do marketing, o “verde” e a sustentabilidade como coração de suas missões?

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index: the lipstick economy

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Se a economia é uma coia dura e difícil de entender (ou até de encarar), alguns índices mais amenos e interessantes podem ser sempre relembrados, e até encarados como ponto de partida para a arte. Há tempos nos chama atenção o “lipstick index” que, em poucas palavras, relaciona o aumento nas vendas de batons com a baixa da economia. É assustador pensar que um index tão singelo possa indicar que um país está entrando em recessão, mas preste atenção neste gráfico:

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Bom momento para as marcas de cosmético, especialmente as de venda direta? Bom momento para a venda de produtos baratos, de indulgências possíveis? Mas bom momento também, ou bom insight, para as artes.

Foi o que fez a artista Swetlana Heger na galeria nova-iorquina Thierry Goldberg Projects. De salto alto e com plena consciência da espiral econômica que estamos vivendo, a artista usou a galeria para a criar um diálogo a respeito da economia, da diferença entre homens e mulheres e sobre o processo do consumo como um todo. 

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O termo “lipstick index” foi cunhado por Leonard Lauder, chairman da Estée Lauder, como um índice teórico para medir a confiança do consumidor.

Mais artigos sobre o tema no The New York Times e no The Economist

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old is new: retrofit

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Retrofit é um termo que designa a modernização de prédios e construções consideradas ultrapassadas.

Não entra exatamente no que propomos nesta tendência, do uso de construções antigas para novas funções, modernizadas obviamente, mas vai ao encontro dela na medida em que propõe uma reformulação de algo existente para valorizá-lo, em vez de destruí-lo e criar o novo do nada.

Um bom exemplo é o de edifícios antigos e espaçosos que não contam com área de lazer. Pode ser criado, com a permissão de todos os moradores, um terraço para cada apartamento, não apenas dando a modernizada necessária, mas criando uma nova função a uma parte do imóvel, o que faz com que ele se valorize absurdamente no mercado.

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old is new: in a new country

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O Brasil, apesar de ser um país bastante jovem, tem construções lindíssimas que têm passado pelo mesmo processo.

Um bom exemplo disso, seguindo a tendência na hotelaria, é o Pestana Convento do Carmo, que fica bem no Pelourinho, em Salvador. É o primeiro hotel histórico de luxo do Brasil, cuja construção é datada do século XVI.

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No Sul, o Museu Parananense virou um Centro de Cultura, mantendo sua linda construção de 1876 como parte do projeto de dar vida ao centro, o que tem valorizado o bairro e atraído moradores.

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old is new: at school too

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Foi na Real Fábrica de Panos do Marquês de Pombal, às margens da Ribeira de Goldra, em Portugal, que a Universidade da Beira Interior fez sua casa. Mas o mais interessante é que, apesar de criticada, esta foi uma atitude que ela procurou manter em sua expansão, e pela qual ela passou a ser reconhecida positivamente.

Ela faz um belo trabalho de recuperação de antigos edifícios com alto valor cultural, arquitetônico e histórico, algo que em Portugal já deixou de ser tendência para transformar-se em uma realidade natural e respeitada, parte da cultura.

Algumas destas construções por lá fazem parte do chamado Plano dos Centenários, de nacionalização e manutenção de um padrão de construção nas escolas, como vemos a fachada abaixo.

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