Tag Archives: Brasil

old is new: in a new country

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O Brasil, apesar de ser um país bastante jovem, tem construções lindíssimas que têm passado pelo mesmo processo.

Um bom exemplo disso, seguindo a tendência na hotelaria, é o Pestana Convento do Carmo, que fica bem no Pelourinho, em Salvador. É o primeiro hotel histórico de luxo do Brasil, cuja construção é datada do século XVI.

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No Sul, o Museu Parananense virou um Centro de Cultura, mantendo sua linda construção de 1876 como parte do projeto de dar vida ao centro, o que tem valorizado o bairro e atraído moradores.

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Filed under nas artes, no design, no mundo

believe it or not: cada um por si, “Deus” por todos

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Recentemente foi publicada uma pesquisa que mostra o Brasil como sendo o 3o. país mais religioso entre os jovens, atrás apenas da Nigéria e da Guatemala, e empatado com os muçulmanos Indonésia e Marrocos.

O curioso é que, apesar destes dados, apenas 1/3 destes jovens brasileiros segue os preceitos de sua religião. Eles, no geral, têm uma visão mais “moderna” desta fé.

Este fenômeno, chamado sincretismo, tem acontecido no mundo todo. Pessoas se apegando às religiões cada vez mais, e ao mesmo tempo, criando seu próprio comportamento dentro delas. É uma religião quase que individualista, porque cada um escolhe as suas crenças, o que usar, a quem rezar, a quem agradecer, a quem pedir, o que cantar, e, fazendo um bem bolado de tudo isso, entitula-se uma pessoa “crente”, de fé.

Se dá certo, não se sabe. Mas que acreditar é sempre melhor que a dúvida, isso é.

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Filed under no comportamento, no mundo

recycling recreating: what about Brazil?

A gente sempre tem a impressão de que no Brasil, determinados comportamentos demoram a chegar. Mas isso, felizmente, está errado.
Muitas das nossas produções já incorporaram a reinvenção com base em matérias existentes, e têm sido bastante promissoras.
Um exemplo legal é a Pistache & Banana, grife infantil feita com roupas orgânicas.

A idéia é da estilista Juliana Páffaro, que sabe que crianças perdem roupas praticamente do dia pra noite, e poderiam ser as primeiras a vestir o conceito da reutilização.
E ao contrário do que pode parecer, não se trata de um conjunto de patchwork, de montagens ousadas e tecidos alternativos.
Claro, todo o material é orgânico: ela trabalha com um algodão que vem de Guaricê, no Paraná.

Mas os modelos são simplesmente lindos, modernos, fofos, têm a cara da criançada!

Sua primeira loja na Vila Madalena, em SP, transpira o conceito ecológico da marca, com paredes pintadas com pigmentação natural, armazenamento de água de chuva, ladrilhos e madeiras de demolição.
E ela não faz promoções nem liquidações, para preservar a integridade do consumo. A idéia é que não sejam percebidos como algo perecível, parte de coleções. Se algumas peças não saem, a alternativa clara é reciclagem: seja mudar um detalhe ou misturar as peças para criar outras novas.

Com isso, vemos nosso país entrando com classe em um tipo de comportamento que vai deixar de ser tendência para ser algo natural, como se sempre tivesse existido.

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Filed under na moda, no comportamento, no consumo

i want luxury, luxury: aos simples mortais

O brasileiro é um povo criativo. E suas marcas não podiam ser diferentes.

Atentas às tendências de crescimento do mercado de luxo, pensou estrategicamente (e direitinho) que poderia casar esta com outra tendência: a do aumento de consumo na classe média. E criou parcerias para atender a esta demanda.

É o caso das empreendedoras Cyrella e Tecnum, conhecidas por suas construções voltadas ao público de classe A+. Ao notar que mesmo consumidores de classe C buscam conforto e um diferencial na moradia, criaram com sua parceria a Cytec+, para desenvolver  imóveis muito mais acessíveis e com padrão de qualidade.

A Patrimônio Empreendimentos criou a Smile com o mesmo fim. Gafisa e Odebrecht são parceiras na Bairro Novo. E por aí vai.
É o luxo se adequando ao seu público, utilizando-se do know how do negócio para atender às diferentes demandas do mercado.

 Com conceitos de luxo tão distintos, é sábio identificar o que é luxo para cada público e trabalhar para entregar. A casa dos sonhos, agora, já existe para todos.

 

 

 

 

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Filed under no marketing

i want luxury, luxury: what I got is not enough*

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Luxo é um termo controverso. Há quem diga ser sinônimo de raridade. Ter tempo de sobra. Ou viajar para um lugar exótico e pouco explorado. Luxo é encontrar o silêncio, para muitos.

Outros dizem ser riqueza pura, ostentação, excesso, o que bate de frente com as primeiras afirmações.

Mas a analogia mais freqüente é com as marcas. Luxo é ter grife, ter um nome de peso por trás, uma logomarca em destaque.

Fato é: o consumo de luxo tem crescido muito no mundo todo, e por vezes não se afeta nem diante de grandes crises econômicas. O Brasil, por exemplo, está hoje entre os 10 principais mercados de consumo de produtos de luxo do mundo. Na América Latina, responde por 70% do volume na categoria.

As marcas, notando a crescente procura por diferenciação, começam então a firmar parcerias, criando uma nova tendência onde todo o luxo que ofereciam se torna pouco. Nesta nova realidade, o luxo é sobreposto por ele mesmo, ganhando mais força e tornando-se mais único.

É carro com telefone, bicicleta com jóia, estilista com designer de móveis.
As possibilidades são infinitas, e o que vem por aí, é a gosto do freguês.

* letra de Luxury, de Depp Jones.

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Filed under na moda, no consumo, no marketing