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green now: e-Waste

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A Ecogerma, feira sobre tecnologias sustentáveis, aconteceu em março deste ano aqui no Brasil, com parceria da Câmara Brasil Alemanha.

Foram discutidos vários pontos relevantes, e destacamos algum aqui como “food for thought“.

Em um mundo em constante e rápida evolução como o que vivemos, nada mais natural do que a obsolescência da tecnologia virar um fenômeno, se não diário, semanal.
Até aí, normal, porque sempre estamos de olho no novo. Mas e o que “já era”? Acaba?

Um dos importantes pontos abordados foi justamente este, o do lixo eletrônico, composto de materiais tóxicos (como chumbo, mercúrio, cromo) e outros de alto valor (como ouro, platina, cobre).

Aqui no Brasil não há uma lei clara quanto ao destino destes resíduos, o que faz com que a maioria das pessoas os destine aos “lixões”.
Quem enxerga um pouco além, consegue fazer diferença e até fortuna.

lixo

A tecnologia e seu desenvolvimento devem ser vistos e usados sempre como capacitadores, e não tornar-se obstáculo a um desenvolvimento sustentável. E para isso, basta que se desenvolvam também algumas fórmulas simples de reaproveitamento.

O Japão tem áreas (várias já!) determinadas para reciclagem de eletrodomésticos, como indica o mapa abaixo.

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E a suíssa e-Waste apresenta um ciclo bastante viável como proposta de solução, comprovadamente eficiente inclusive em termos de investimento.

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Idéias é que não faltam, basta colocar a mão na massa e começar a atuar.

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Filed under na sustentabilidade, na tecnologia, no comportamento

recycling recreating: do it yourself

Seja pelos excessos que nos cercam hoje, ou pela necessidade de mudança com pouca verba, fato é: dar novas funções a objetos não é apenas uma tendência, já é praticamente um estilo de vida.

E como fazer isso sair dos nichos e das nossas casas e passar a influenciar grandes empresas e suas grandes produções?

Imagine ter gerentes de produto criativos, verdadeiros “aproveitadores de matéria”, que em vez de investir milhões em campanhas para vender produtos encalhados e assim conseguir verba para reinvestir em novas invenções, simplesmente retiram do mercado o que não tem mais uso e reinventam, com base na opinião de seus consumidores? Basta ver quanta customização de produtos de massa existem agora para saber que há um potencial criativo enorme em torno de matéria “obsoleta”.

Imagine repensar as embalages, como fez o Mr. Heineken em plena década de 60, criando uma garrafa de cerveja que serviria também como um substituto para o tijolo? 

Esta “tendência” caminha em uma linha semelhante à da mass customization, mas entregando na mão dos consumidores a maior responsabilidade: recriar. Nada está pronto (como na mass customization, onde padrões e cores já estão pré-selecionados) mas tudo está a ponto de poder ser reinventado. A idéia é que o consumidor não se contente com o que a empresa X ou Y oferece, adaptando aquele produto às suas exatas necessidades. O movimento é também de quase de reciclagem do próprio consumo, transformando o que talvez fosse para o lixo em novos, vendáveis e usáveis produtos.

E aqui temos os dois casos. Recriando e Reciclando.

O primeiro, de um “hacker” de produtos da Ikea, que convida outros consumidores a mostrarem suas propostas para customização ou “remodalagem” dos produtos da Ikea, transformando uma porta em mesa, um prato em relógio, uma luminária em suporte para microfone e luminárias de mesa em luminária de teto. 

O segundo, mostra a idéia do designer inglês Dave Stovell que transformou jornais não lidos em uma coleção de móveis. O que ele percebeu foi que muitos jornais permaneciam fechados, sem nunca sequer terem sido vendidos/lidos. Ou seja, aquilo que tinha um valor cultural e econômico em um dia, como uma fonte de informação, no outro não passava de um monte de velhas notícias, com nada de valor. 

A coleção que apresenta cadeiras, bancos e mesas, pode ser reciclada depois, no final de suas vidas úteis.

Então, recriando ou reciclando, faça alguma coisa!

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recycling recreating: redistribuindo

Uma outra forma de recriar, pelo menos o seu guarda-roupa ou sua estante de livros, é participando ou preparando uma swap party. A idéia, já bem difundida por aí, é a de um encontro onde os convidados levam peças de roupas, objetos e livros que não querem mais, para serem trocados por outros, trazidos por outros participantes. Aquilo que não for trocado ali geralmente é destinado para alguma instituição de caridade.

E se trocar entre amigos não parece o bastante, que tal trocar com toda uma rede de usuários? É isso que alguns sites, especializados em troca, têm feito. Você acumula pontos, dependendo do número de peças que publica ou “negocia”, e troca esses pontos pelos produtos que te interessam. 

No fundo, é mais ou menos como comprar, sem gastar nada (ou já tendo gastado tudo antes). E em tempos de crise anunciada, nada melhor do que reciclar e reinventar o armário, multiplicando aquilo que todos já compraram em algum momento.

E se você acha que tende tudo a ficar uma bela de uma bagunça, aqui vai um guia de como preparar, e a regras de troca, para nada dar errado:

guia-para-uma-swap-party

regras-para-uma-syap-party

 

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Filed under na tecnologia, no comportamento, no consumo

recycling recreating: what about Brazil?

A gente sempre tem a impressão de que no Brasil, determinados comportamentos demoram a chegar. Mas isso, felizmente, está errado.
Muitas das nossas produções já incorporaram a reinvenção com base em matérias existentes, e têm sido bastante promissoras.
Um exemplo legal é a Pistache & Banana, grife infantil feita com roupas orgânicas.

A idéia é da estilista Juliana Páffaro, que sabe que crianças perdem roupas praticamente do dia pra noite, e poderiam ser as primeiras a vestir o conceito da reutilização.
E ao contrário do que pode parecer, não se trata de um conjunto de patchwork, de montagens ousadas e tecidos alternativos.
Claro, todo o material é orgânico: ela trabalha com um algodão que vem de Guaricê, no Paraná.

Mas os modelos são simplesmente lindos, modernos, fofos, têm a cara da criançada!

Sua primeira loja na Vila Madalena, em SP, transpira o conceito ecológico da marca, com paredes pintadas com pigmentação natural, armazenamento de água de chuva, ladrilhos e madeiras de demolição.
E ela não faz promoções nem liquidações, para preservar a integridade do consumo. A idéia é que não sejam percebidos como algo perecível, parte de coleções. Se algumas peças não saem, a alternativa clara é reciclagem: seja mudar um detalhe ou misturar as peças para criar outras novas.

Com isso, vemos nosso país entrando com classe em um tipo de comportamento que vai deixar de ser tendência para ser algo natural, como se sempre tivesse existido.

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Filed under na moda, no comportamento, no consumo

recycling recreating: transforme este resíduo em…

Quem procura acha. Não há desculpa para não reinventar, hoje em dia.
Encontrei coisas lindíssimas, feitas com materiais inusitados e com outras peças de roupas.

Este vestido, por exemplo, é uma das peças da inglesa Traid, e é feito com pedaços de outras roupas, com super bom gosto.

A bolsa é feita com plástico reciclado, folhas e flores secas (bougainvilles, margaridas, girassóis) e é capaz de levantar qualquer produção mais simples!

Os braceletes entram na categoria “produção ética”. Não são necessariamente feitos de material reciclado, mas são produzidos em condições perfeitas de não-agressão ao ambiente e ao ser humano.

E estes sapatos são especiais: feitos de skates velhos! Existem vários modelos, várias cores. Diferente e bonito.

E ainda na onda do reaproveitamento do skate, que tal uma bolsa, feita com shapes velhos? A graça fica por conta dos adesivos e arranhões das peças. Essas são da Beck(y), à venda no Brasil na Livraria POP.

A marca ainda faz cintos e cases para ipods, entre outros produtos

 

O skate ainda dá boas idéias como mais bolsas

E até relógios – este Nixon Rotolog RePly tem colaboração entre a Nixon Watches e o designer Lovett.

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Filed under na moda, no consumo

recycling recreating: buy it or do it yourself

De cara podemos identificar duas necessidades que tornam a prática da reciclagem habitual: a não-existência ou não-provisão de um produto em determinado momento, o que nos obrigaria a criá-lo – muitas vezes com uma criatividade de dar inveja ao MacGiver (como no vídeo abaixo), e a consciência do excesso de desperdício de matéria nos dias de hoje, o que acaba nos tornando mais conscientes e também, criativos.

Vodpod videos no longer available.

more about “Lâmpada feita com lápis“, posted with vodpod

Indo pela segunda linha, é crescente o número de empresas que surgem com o objetivo não de apenas vender objetos recriados e renovados, mas ensinar como fazê-los.

É o caso so RePlayGround, que se posiciona como designer de eco-gifts usando material reciclado. É incrível como surgem coisas lindas e idéias brilhantes, como esta lâmpada feita com garrafas!

E vai ficando mais legal à medida em que vamos aprendendo a fazer, a reutilizar nossas próprias tralhas para criar algo completamente novo e digno de continuar sendo usado.

Segue a mesma linha o KidsKonserve. Sob o mote “choose to reuse”, eles transformaram a problemática da quantidade de lixo produzida por uma criança com seus pacotes e embalagens de lanches escolares (e almoços, o que é bem comum nos EUA) em um produto reutilizável e charmoso.

Aqui, o que foi feito é um pouco diferente: produtos que normalmente são descartáveis foram transformados em algo reutilizável, com a mesma função prática.
O legal neste caso é ver a consciência de reciclagem sendo disseminada já nos pequenos, criando uma geração que certamente fará as coisas como nós não fizemos até agora.

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Filed under no comportamento, no consumo, no marketing