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pink tween: too old for toys, too young for boys

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Em uma época em que pré-adolescentes figuram na lista das maiores celebridades do ano, e se vestem e maquiam como adultas, nos resta estudar o que as move e o que elas fazem acontecer.

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A importância desta geração está no seu poder de consumo – muitas meninas usam toda a sua mesada em produtos de beleza, por exemplo – quanto na influência que exercem sobre o consumo dos seus pais. Em 2007 foram mais de U$ 11.5 bilhões gastos por este público só em roupas e acessórios.

Com tanto poder nas mãos de tweens, os marketeiros devem estar atentos à adequação da abordagem: jamais passar dos limites, já que os pais ainda exercem controle. Mas os grandes influenciadores dessas meninas são suas amigas e as estrelas do show biz.

Elas são movidas a imitação: precisam da segurança de que aquilo que usam e fazem está na moda e cai bem. Precisam ser parecidas umas às outras. E isso é algo muito fácil de ser conquistado pelas lojas, criando looks semelhantes ao que se vê na TV e nos ídolos.

Elas querem mais de tudo: tweens não têm noção do que é exagero ou não. Acham que podem e devem ter vários pares de tênis e jeans. O número médio de brilhos labiais que possui uma consumidora da BonneBell é 10!

– Elas têm consciência ambiental: questionam o que é feito com recursos animais e algumas até se tornam vegetarianas. Especialmente as meninas, que são naturalmente mais carinhosas e maternais, não aceitam produtos que tenham sido testados em animais.

– Elas gostam de chamar atenção: e não para os garotos, mas apenas para terem a sensação de que são parecidas com suas amigas e pertencem ao grupo.

Muitas vezes isso faz com que as meninas personalizem suas próprias roupas, buscando torná-las mais parecidas com as da Britney Spears, por exemplo. E é quando os pais entram na jogada para impor limites. Afinal, pra algumas coisas ainda vale deixar o tempo agir.

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Filed under na moda, no comportamento, no consumo

this is a multiplayer world: mixed feelings

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Com o aumento das tecnologias no dia-a-dia das pessoas, uma discussão tem também crescido nas rodas de bate-papo: que impacto elas têm na vida das pessoas e no seu desenvolvimento?

Especialmente em se tratando de videogames, esta discussão tem bastante fundamento.

Michael Highland, que trabalha tanto em cinema como na concepção de games, lançou um filme tratando exatamente deste tema, e foi aclamado na TED 2006.

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As Real as Your Life discute o impacto dos games na “programação” do cérebro e as consequências de se passar mais tempo no mundo virtual que na vida real.

Ao mesmo tempo que a violência do mundo virtual imita a do real, tem sido muito comum o oposto: atos extremamente criativos (de forma negativa) inspirados nos games.

Ele defende que, quando exposto à realidade virtual, o cérebro começa a desenvolver instintos novos de sobrevivência, altamente influenciados pelo que vêem dentro da tela.

Psicólogos e terapeutas falam sobre este comportamento como algo natural do ser humano. Se lembrarmos das mensagens subliminares nas propagandas de cinema e sua intenção de “reprogramar” o cérebro, criando uma necessidade, notamos que o videogame tem sido muito mais eficiente.

Há quem afirme que crianças e adultos têm plena consciência de realidade e ficção, e sabem que determinadas coisas “só acontecem nos games, nos desenhos”. 

Mas fato é: o comportamento do ser humano vem mudando, e as explicações ainda não satisfazem.

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Filed under na tecnologia, no comportamento

believe it or not: it’s popular again

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No início dos anos 90 a banda Engenheiros do Hawaii cantava O Papa é Pop. Era o fenômeno Pop que crescia a passos largos e tinha o poder de transformar até o Papa em algo da moda.

Hoje, com muito mais cuidado, vemos as religiões se popularizando e tendo diferentes caras, como um jeans básico que ganha aparências distintas de acordo com quem o veste.

A fé e a necessidade de acreditar em algo que traga paz, em tempos de euforia e insanidade, aliada ao comportamento cool de “pertencer a alguma coisa”, de fazer parte, de ser entendido, de ser protegido, ajudam a proliferar crenças e disseminar atitudes.

O que tiramos disso? Indiscutível a capacidade que o consumidor tem de dar a sua cara, personalizar, recriar qualquer coisa.
Sempre falamos de como eles fazem isso facilmente com produtos e marcas. Mas agora, ao notar as novas facetas que cada religião apresenta, vemos que esta capacidade extrapola nossa imaginação.

Estamos falando de quebra de paradigmas na sua essência mais profunda, de mudança de valores, de discussão de dogmas e mandamentos.
E o fato de estas discussões estarem lançadas por aí e de as pessoas sentirem-se livres para criar sua própria religião, seja mesclando algumas, ou fazendo uma releitura de uma única, é o que tem as tornado tão populares, conquistando mais e mais pessoas.

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Filed under no comportamento, no mundo