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mismatched as business

Em algum momento alguém saiu de casa com os pares de sapatos trocados, ou com as meias que não combinavam, ou com os cadarços de cores diferentes.

E parecia acidental.

Depois, alguém achou que isso era divertido, e começou a inverter as coisas de forma proposital.

O proposital chamou a atenção, e virou produto para além de uma mera coincidência.

Nike Terminator Highs para a loja japonesa Swagger)

E para curar o mal do desaparecimento de meias, a Thorx trouxe a solução: um trio de meias ao invés de um par

Para bagunçar de vez, lojas inteiras foram criadas em cima deste conceito, oferecendo pares e trios de meias, luvas e cadarços desconectadamente divertidos (LittleMissMatched e MismatchStore)

E para aproveitar os pares perdidos, o site DoTheGreenThing criou o projeto onde luvas abandonadas viram novos pares e aquecem a mão de gente por aí

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sinal dos tempos

É fim do ano, finzinho mesmo, countdown para o novo ano, e é impossível não destacar algumas coisas que fazem deste ano, desta década, o turning point de muita coisa. Em uma matéria do New York Times, uma foto da primeira fila de um desfile na semana de moda de Nova York diz muito sobre essas mudanças. Olhe, nem precisa muita atenção, o que tem de diferente aí?

Os papéis e as importâncias pré estabelecidas são colocadas em cheque, ganham força as figuras independentes, as mídias digitais, os novos olhares. Para esta última semana de moda, blogueiros foram colocados na concorrida primeira fila lado a lado com esnobes figuras do meio como a famosa e manda-chuva dos editorias da moda Anna Wintour.

Na matéria do jornal, uma das organizadoras dos desfiles afirma que houve uma mudança completa este ano, e diz “Eu penso, como uma relações públicas, que eu agora devo prestar atenção em um garoto que está escrevendo um blog em Oklahoma tanto quanto o faço com um editor da Vogue? Certamente.”

Isso me faz pensar muito na relação de poder que se estabeleceu entre produtores de moda, editores de revistas e os designers em geral, no sentido de impor aquilo que seria moda – a grande moda. Com os blogs de moda entrando em ação, muito deste poder fica dissipado. Não que as Anna Wintour da vida perderão seu prestígio, mas terão que começar a compartilha-lo com “pirralhas” como a blogueira Tavi Gevinson de apenas 13 anos, a queridinha das passarelas e festas fashion deste ano.

Em seu blog, a própria Tavi, fashion por excelência (de um jeito tão precoce que chega a dar medo ou a pensar que existe alguém por trás disso), discute a relação e a divisão de espaço entre blogs e revistas neste novo impasse da moda “Obviously blogs are less mainstream and can be more honest because they are less dependent on advertisers. But magazines need advertisers to survive, and the labels they advertise need them.”

Este caminho não tem volta. Agora é esperar para ver como as duas forças (independentes X mainstream) se integram ou definem seus papéis para uma convivência pacífica na primeira fila.

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slow fashion: it’s is NICE

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Há algum tempo eu tenho prestado muita atenção nos países nórdicos, especialmente na Suécia, e também na Coréia do Sul, especificamente em Seul. Para mim são hoje os dois grandes polos de grande criatividade, terras distantes que despontam como grandes fomentadores da cultura, do design e da inovação.

Hoje, portanto, lendo um artigo do Wall Street Journal, vejo que os escandinavos sairam novamente na frente, lançando de forma oficial e conjunta o movimento intitulado NICE ou the Nordic Initiative Clean & Ethical, que pretende promover os países escandinavos como líderes de uma indústria de moda sustentável e ética.

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O site da associação de moda dos países nórdicos explica o projeto

“Em um tempo onde a Responsabilidade Social Corporativa e a sustentabilidade estão se tornando cada vez mais uma parte natural da prática cotidiana das empresas, é inevitável que a indústria da moda também se engaje e entre em ação.”

Mais do que buscar procedimentos mais sustentáveis dentro do que já existe, os designers e marcas escandinavos estão buscando verdadeiras alternativas para mostrar que a moda, seja por seus processos produtivos, seja pelo o uso de materiais nocivos, pode ser mais verde e mais “legal” do que é hoje. O estilista Aage Sivertsen, por exemplo, pretende trazer para a próxima coleção da marca norueguesa de “eco-lux” FIN, um tecido parecido com uma gaze cuja fabricação é baseada 100% em proteínas do leite, o que ajuda a livrar a terra dos pesticidas nocivos utilizados para o cultivo do algodão.

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“O que nós temos em comum entre os países nórdicos é o princípio básico de agir de forma legal”, reforça Eva Kruse, CEO do Danish Fashion Institute, um dos parceiros do projeto. “Ser legal está no centro da nossa cultura. Desta forma, não é de se estranhar que tomemos para nós a liderança deste movimento”

A pergunta que fica, no entanto, conforme aponta a reportagem, é até que ponto as pessoas estão dispostas a pagarem mais para ter menos, já que o desenvolvimento de práticas sustentáveis e a buca de alternativas menos nocivas para o meio ambiente dependem de um intenso investimento.

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slow fashion: urban outfitters engajada

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Engajadíssima, a Urban Outfitters foi anfitriã do evento DIY or DIE (faça você mesmo ou morra), onde convidou blogueiros locais para mostrar como é possível transformar roupas da estação passadas em novas peças. O que se encaixa dentro das regras do Slow Fashion – recrie, recicle, reuse – e dê adeus às roupas “so last year” de um jeito só seu.

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Para fazer download do DYI Zine, clique aquipdf

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slow fashion: collaborate and get a new one

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Esta é para colaborar com a reciclagem da moda e com os maridos e companheiros de casa, que reclamam da falta de espaço porque suas roupas e acessórios se multiplicam pelos cantos!

Closet Infinite tem um nome sugestivo, que faz brilhar os olhos de mulheres antenadas e consumistas. Imagine você ter acesso às coisas mais legais do mundo, em perfeito estado, principalmente em situações especiais que requerem um guarda-roupas específico, como durante uma gravidez…

Em vez de a cada mês você comprar uma peça nova, você doa uma sua, como membro da Closet Infinite, e pode alugar outra com a garantia de ter algo legal e descolado para usar – e o melhor, não repetir nunca o mesmo look!

A moda mudou, seu humor mudou, o clima mudou? Não compre novo, alugue!

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slow fashion: versus fast fashion

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Há algum tempo atrás o conceituado portal de práticas sustentáveis “TreeHugger” iniciou uma discussão sobre a sustentabilidade da moda. Seria pouco e muito raso dizer que a sustentabilidade desta indústria deveria ser calcada apenas no uso de materiais orgânicos e na incorporação de processos sustentáveis. A moda, segundo eles, deveria adotar um pouco do conceito do slow food e, literalmente, ir mais devagar.

A ideia do slow fashion vem em contraposição ao fast fashion que, voltado para a democratização da moda,  produz em escalas absurdas e com uma incrível velocidade novos modelos a cada dia. Modelos que mal saem das passarelas das grandes marcas e são copiados por marcas mais populares (H&M e Target ou as lojas do Bom Retiro, para pegar um exemplo local). E não é só isso. Designers como Marc Jacobs criam marcas secundárias como uma forma de possibilitar com que outros extratos da população tenha direito a sua peça de “grife”, à sua peça da moda. Hoje, a moda é a contraposição à tudo que é duradouro. A moda é o símbolo máximo do efêmero, com toda a sua indústria sustentando a idéia de que a cada estação (pelo menos) tudo deve ser abandonado para dar lugar a novos e mais adequados modelos e estilos.

O slow fashion, portanto, é um movimento que aparece aos poucos, mas ganha destaque em diversas empresas, projetos e produtos, como veremos ao longo da semana.

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pink tween: too old for toys, too young for boys

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Em uma época em que pré-adolescentes figuram na lista das maiores celebridades do ano, e se vestem e maquiam como adultas, nos resta estudar o que as move e o que elas fazem acontecer.

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A importância desta geração está no seu poder de consumo – muitas meninas usam toda a sua mesada em produtos de beleza, por exemplo – quanto na influência que exercem sobre o consumo dos seus pais. Em 2007 foram mais de U$ 11.5 bilhões gastos por este público só em roupas e acessórios.

Com tanto poder nas mãos de tweens, os marketeiros devem estar atentos à adequação da abordagem: jamais passar dos limites, já que os pais ainda exercem controle. Mas os grandes influenciadores dessas meninas são suas amigas e as estrelas do show biz.

Elas são movidas a imitação: precisam da segurança de que aquilo que usam e fazem está na moda e cai bem. Precisam ser parecidas umas às outras. E isso é algo muito fácil de ser conquistado pelas lojas, criando looks semelhantes ao que se vê na TV e nos ídolos.

Elas querem mais de tudo: tweens não têm noção do que é exagero ou não. Acham que podem e devem ter vários pares de tênis e jeans. O número médio de brilhos labiais que possui uma consumidora da BonneBell é 10!

– Elas têm consciência ambiental: questionam o que é feito com recursos animais e algumas até se tornam vegetarianas. Especialmente as meninas, que são naturalmente mais carinhosas e maternais, não aceitam produtos que tenham sido testados em animais.

– Elas gostam de chamar atenção: e não para os garotos, mas apenas para terem a sensação de que são parecidas com suas amigas e pertencem ao grupo.

Muitas vezes isso faz com que as meninas personalizem suas próprias roupas, buscando torná-las mais parecidas com as da Britney Spears, por exemplo. E é quando os pais entram na jogada para impor limites. Afinal, pra algumas coisas ainda vale deixar o tempo agir.

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