Category Archives: na sustentabilidade

slow fashion: zero-waste

Interessante a reportagem do New York Times sobre a sustentabilidade na moda. O ponto focal é o zero-waste, ou desperdício zero, onde a ideia é fazer o encaixe perfeito dos moldes no tecido de forma a deixar apenas minúsculos pedaços sobrando no chão das fábricas.

Parece pouco, mas profissionais da indústria afirmam que de 15 a 20 por cento dos tecidos utilizados nas fábricas para a produção de roupas acaba no lixo, porque é mais barato jogar fora os retalhos do que reciclá-los.

Fica bem claro que a tendência chegou para ficar quando em uma mesma matéria se juntam informações como:

– a Parsons vai oferecer um curso sobre o tema em breve

– na Nova Zelândia começa uma exposição sobre o tema que deve depois aportar em NY

– um livro sobre o tema será lançado em 2011

A matéria ainda traz nomes de designers do mundo que estão liderando este movimento. Vale a pena ler.

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green now: garden collection

A fantástica H&M acaba de lançar mais uma de suas coleções lindas (adoro quase todas!), a Garden Collection.

Super primaveril, feminina, cheia de cores e flores, tudo a menos de U$60. E isso nem é o mais especial da coleção…

Legal mesmo é que ela é toda feita com matéria-prima sustentável. Garrafas PET e retalhos compõem as peças, e quem vê não acredita!

Prova de que roupa sustentável não tem que ser simples demais, com cores e cortes básicos.

Dá vontade de esticar a primavera e sair florido – e verde!- o ano inteiro!

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mismatched as business

Em algum momento alguém saiu de casa com os pares de sapatos trocados, ou com as meias que não combinavam, ou com os cadarços de cores diferentes.

E parecia acidental.

Depois, alguém achou que isso era divertido, e começou a inverter as coisas de forma proposital.

O proposital chamou a atenção, e virou produto para além de uma mera coincidência.

Nike Terminator Highs para a loja japonesa Swagger)

E para curar o mal do desaparecimento de meias, a Thorx trouxe a solução: um trio de meias ao invés de um par

Para bagunçar de vez, lojas inteiras foram criadas em cima deste conceito, oferecendo pares e trios de meias, luvas e cadarços desconectadamente divertidos (LittleMissMatched e MismatchStore)

E para aproveitar os pares perdidos, o site DoTheGreenThing criou o projeto onde luvas abandonadas viram novos pares e aquecem a mão de gente por aí

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slow fashion: it’s is NICE

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Há algum tempo eu tenho prestado muita atenção nos países nórdicos, especialmente na Suécia, e também na Coréia do Sul, especificamente em Seul. Para mim são hoje os dois grandes polos de grande criatividade, terras distantes que despontam como grandes fomentadores da cultura, do design e da inovação.

Hoje, portanto, lendo um artigo do Wall Street Journal, vejo que os escandinavos sairam novamente na frente, lançando de forma oficial e conjunta o movimento intitulado NICE ou the Nordic Initiative Clean & Ethical, que pretende promover os países escandinavos como líderes de uma indústria de moda sustentável e ética.

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O site da associação de moda dos países nórdicos explica o projeto

“Em um tempo onde a Responsabilidade Social Corporativa e a sustentabilidade estão se tornando cada vez mais uma parte natural da prática cotidiana das empresas, é inevitável que a indústria da moda também se engaje e entre em ação.”

Mais do que buscar procedimentos mais sustentáveis dentro do que já existe, os designers e marcas escandinavos estão buscando verdadeiras alternativas para mostrar que a moda, seja por seus processos produtivos, seja pelo o uso de materiais nocivos, pode ser mais verde e mais “legal” do que é hoje. O estilista Aage Sivertsen, por exemplo, pretende trazer para a próxima coleção da marca norueguesa de “eco-lux” FIN, um tecido parecido com uma gaze cuja fabricação é baseada 100% em proteínas do leite, o que ajuda a livrar a terra dos pesticidas nocivos utilizados para o cultivo do algodão.

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“O que nós temos em comum entre os países nórdicos é o princípio básico de agir de forma legal”, reforça Eva Kruse, CEO do Danish Fashion Institute, um dos parceiros do projeto. “Ser legal está no centro da nossa cultura. Desta forma, não é de se estranhar que tomemos para nós a liderança deste movimento”

A pergunta que fica, no entanto, conforme aponta a reportagem, é até que ponto as pessoas estão dispostas a pagarem mais para ter menos, já que o desenvolvimento de práticas sustentáveis e a buca de alternativas menos nocivas para o meio ambiente dependem de um intenso investimento.

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slow fashion: troca, vende, repassa, compra, escolhe

A slow fashion pode ser cool, e é isso que estão buscando as três sócias da loja Super Cool Market. Lá, você pode comprar ou trocar suas roupas, ganhando créditos por elas ou escolhendo na hora uma das peças da arara. Novas ou semi-novas, as peças são selecionadas cuidadosamente por Daniela, Samantha e Carla, sempre com um toque da estação.

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A inspiração do projeto veio de um empreendimento da década de 70, montado em Tucson, Arizona, pela família Block, que agora tem 35 lojas espalhadas pelos Estados Unidos. A Buffalo Exchange

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slow fashion: urban outfitters engajada

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Engajadíssima, a Urban Outfitters foi anfitriã do evento DIY or DIE (faça você mesmo ou morra), onde convidou blogueiros locais para mostrar como é possível transformar roupas da estação passadas em novas peças. O que se encaixa dentro das regras do Slow Fashion – recrie, recicle, reuse – e dê adeus às roupas “so last year” de um jeito só seu.

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Para fazer download do DYI Zine, clique aquipdf

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slow fashion: 4 simple rules

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Para simplificar o conceito, criamos 4 regras simples sobre o movimento Slow Fashion. Antes de começar, lembre-se que o Slow Fahion é uma alternativa à obsessão da velocidade, uma certa nostalgia em busca das tradições locais, é um movimento que pode se manifestar em muitas áreas, mas cai muito bem na moda, onde o fast fashion tem imperado nos últimos anos.

“In a loud, crowded, crazy world, it’s good for the soul to live better by living slower”

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Picture 48 Não seja vítima da moda. Compre peças que possam ser usadas em várias estações. Compre peças que são a sua cara e o seu estilo. Neste caso, o black little dress sempre vem muito a calhar.

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Picture 49Compre produtos feitos para durar. Pense no quanto você gasta com sapatos baratos que se destroem rápido. Compre um bonito, versátil e durável. Compre algo que nnao seja feito na China.

Mais da metade dos sapatos New Balance são feitos na Inglaterra. Sabia?

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E, para mim, um dos grandes simbolos do “feito para durar” são os sapatos da marca argentina 28 Sport, que já vende seus atributos em uma série de bem humorados cartões postais

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Picture 52Compre produtos com origem. Produtos orgânicos, produtos feitos de forma sustentável, produtos voltados para uma causa. A Tom Shoes, por exemplo, dá um sapato para cada sapato comprado, ajudando assim a calçar crianças da África.

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Picture 51 Se ainda fazendo tudo isso você se enjoou de algo que comprou, reinvente, recrie, passe adiante. O site Enjoei é um projeto muito divertido de venda de roupas, objetos e acessórios usados e acontece aqui no Brasil. Se não quiser vender, é só partir para uma Swap Party, e faça um troca troca com suas amigas.

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