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join and enjoy: in or out?

Existem redes sociais para todos os fins e gostos. E não me refiro apenas aos interesses comuns que unem pessoas em comunidades. Existem também as redes de projeção pessoal, para você vender a sua marca – ou seja, VOCÊ MESMO!

Há quem use deste recurso para alimentar seu egocentrismo. Outros, como remédio à insegurança. E ainda há os que busquem fama e reconhecimento através disso. Em todos os casos, está tudo bem: afinal, a Internet é do consumidor, e todos temos direito de expressão.

Surgiu, na Alemanha, como uma mistura destas finalidades, o site CYI! (check your image). São pessoas como você ou eu (talvez nem tanto, mas vá lá…) que postam suas fotos no site e explicam a razão de ali estarem: “minha esposa acha que eu tenho cara e jeito de bobo, mas eu me acho divertido e cool. E você?”.
Com isso, cada usuário recebe opiniões de completos estranhos sobre o que acham dele e como ele poderia melhorar – ou não.

Olhando para sites assim, é fácil chegar a pensar que as pessoas têm estado carentes nos últimos tempos, e precisam constantemente da opinião de outros para formarem as suas próprias.
Ao mesmo tempo dá para pensar: será que não é apenas uma carona na tendência de colaborar? De ouvir a opinião do consumidor?

Se simples indivíduos já estão fazendo isso, por que não deixar a sua marca seguir o exemplo?

O grande medo enfrentado pelas empresas neste novo mundo onde qualquer um parece ser dono da verdade, conhecer mais sobre a marca que seus marketeiros, é o de ser responsável pelo início do buzz, a geradora inicial da conversa em torno daquilo. Uma sensação do tipo “se eu me exponho em blogs e comunidades, vou perder o controle sobre o que podem falar de mim, precisaria conhecer a infinidade do mundo online para manter tudo alinhado e em ordem, sem correr riscos”.

Ao que eu responderia: as pessoas JÁ estão falando sobre sua marca. Este buzz é natural, já existe e é irreversível. É um poder de expressão que o consumidor conquistou e que jamais perderá, porque não há razão para abrir mão dele.
Você não estar presente neste mundo de modo a interagir com o seu consumidor só torna mais difícil a sua possibilidade de responder às críticas, atuar segundo os comentários e, por que não, até mudar estratégias conforme as repercussões.

A conversa existe independente da nossa presença.
E quanto mais perto você estiver daqueles que falam sobre você, mais possibilidades inteligentes, rápidas e inusitadas terá de se posicionar da maneira que deseja. Participar destes diálogos é, portanto, a melhor escolha.

Ouça mais. Observe mais. Pergunte mais as opiniões. Não há o que temer, e o aprendizado não tem preço.

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Filed under na internet, no comportamento, no marketing

i want luxury, luxury: what I got is not enough*

i want luxury, luxury

Luxo é um termo controverso. Há quem diga ser sinônimo de raridade. Ter tempo de sobra. Ou viajar para um lugar exótico e pouco explorado. Luxo é encontrar o silêncio, para muitos.

Outros dizem ser riqueza pura, ostentação, excesso, o que bate de frente com as primeiras afirmações.

Mas a analogia mais freqüente é com as marcas. Luxo é ter grife, ter um nome de peso por trás, uma logomarca em destaque.

Fato é: o consumo de luxo tem crescido muito no mundo todo, e por vezes não se afeta nem diante de grandes crises econômicas. O Brasil, por exemplo, está hoje entre os 10 principais mercados de consumo de produtos de luxo do mundo. Na América Latina, responde por 70% do volume na categoria.

As marcas, notando a crescente procura por diferenciação, começam então a firmar parcerias, criando uma nova tendência onde todo o luxo que ofereciam se torna pouco. Nesta nova realidade, o luxo é sobreposto por ele mesmo, ganhando mais força e tornando-se mais único.

É carro com telefone, bicicleta com jóia, estilista com designer de móveis.
As possibilidades são infinitas, e o que vem por aí, é a gosto do freguês.

* letra de Luxury, de Depp Jones.

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