Category Archives: nas ruas

a spoonful of fugar: love letter, loooove…

O mundo precisa de diversão, e precisa de amor! No projeto Love Letter o amor transborda pelas paredes e muros de uma cidade da Philadelphia, especificamente em uma área antes bem degradada.

Os 50 paineis, pintados por artistas jovens da região comporão uma grande carta de amor, e ainda farão parte do projeto um documentário e um livro.

Amor subindo pelas paredes para lei cidade limpa nenhuma botar defeito


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passeatas digitais

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Uma das formas encontradas de ativismo, e agora endossada pelo YouTube, é a produção de vídeos. As pessoas criam seus movimentos e os divulgam através das plataformas mais conhecidas, pretendendo assim atingir um grande número de engajados.

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No Citizentube, um blog que analisa as formas como as pessoas usam o vídeo para mudar o mundo, observa-se três formas de ativismo: para colocar no foco assuntos que precisam de maior exposição, para criar envolvimento com ações que são caras à pessoa e para criar conexão entre indivíduos e organizações que teem o desejo de fazer, de alguma forma, a diferença.

O uso do YouTube aproveita principalmente o envolvimento da comunidade lá existente a fim de gerar discussão a respeito de alguma causa. Em dezembro do ano passado um grupo de usuários criou a campanha “Project for Awesome,” pedindo para que os usuários postassem vídeos a respeito de suas causas favoritas – e, nesta, mais de 1.200 pessoas se engajaram e colocaram em imagens aquilo que defendiam.

Em 22 de julho, foi lançada uma plataforma chamada Video Volunteers, em paralelo com o projeto serve.org do governo Obama, que pretende conectar instituições não governamentais sem recursos de produção de vídeo com experts no assunto que podem usar seus conhecimentos para o bem. As entidades solicitam, os “video-makers” escolhem a sua causa e criam um vídeo para a instituição.

É um reflexo, em vídeo, para o projeto All for Good do Google, onde são cadastradas causas e vagas para voluntários que são divulgadas através de um widget em blogs, no gmail, entre outras plataformas.

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icelandic sagas: up & down

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Qualquer um sabe que tudo o que sobe, desce. Os praticantes de yoga dizem que o ponto de paz, onde devemos nos concentrar e permanecer, é o do equilíbrio – e não buscar alegria exacerbada, porque este impulso age como uma mola: a força que se faz para atingir o cume, te joga de volta para o fundo, a depressão.

A Islândia subiu, cresceu, estimulada por uma economia de serviços, de geração de oportunidades. Onde todos passaram a ter acesso ao crédito e poder empreender. Seus bancos eram considerados “sistêmicos”. Jamais quebrariam.

Com isso, viveram em função destes bancos, abandonando o peixe, por exemplo, seu negócio principal desde o início da história. E, curiosamente, o papel moeda não circulava – era o crédito que fazia o país girar. Dinheiro virtual. Dívidas sendo estimuladas e acumuladas.

Estavam no topo, vivendo como acreditavam que seria a vida, algo que se mostrou, já há alguns meses, ser na verdade um oásis, uma ilusão diante de um mundo em crise financeira. E como todo conto de fadas, chegou ao fim.

A Islândia, após viver o auge, tem medo de retornar às suas raízes e voltar a viver de pesca, por exemplo. Eles eram “cool” há pouco tempo, e acham que explorar o mar será um passo largo para trás. Mas talvez esta seja uma das poucas soluções imediatas.

A outra, é o que eles mesmos dizem: uns ajudarem aos outros. Este espírito de solidariedade tem de existir para que um país inteiro se reaqueça.
Isso nos faz pensar no Brasil, em quantas comunidades e cooperativas existem em pequenas cidades, no Nordeste, e em quanta gente com altíssimo poder aquisitivo vive ao redor dar fazer a menor atenção.

E a profilaxia? Dá pra evitar a quebra?
Não tenho conhecimento financeiro e econômico suficientes para aconselhar aqui.

Mas um amigo me disse outro dia “o segredo para se viver bem é ter um baixo custo fixo de vida“. Ou seja, não pagar um aluguel, um financiamento nem um condomínio caríssimos; não se endividar para comprar um belo carro; não criar hábitos que o façam despender um percentual considerável de sua renda mensal. Com isso, é possível fazer viagens lindas e jantar em bons restaurantes, tomando bons vinhos. Com isso se faz girar capital em torno de diversos negócios.

Talvez repensar estilo de vida faça parte de um conjunto de ações para minimizar os efeitos de uma crise que só está começando.

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icelandic sagas: um país terrorista mas sem exército

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De todos os lugares que poderiam quebrar, foi a Islândia que quebrou antes. E tudo foi tão rápido, que em menos de uma semana bancos quebraram, a moeda islandesa (coroas ou króna) se desvalorizou profundamente e o país foi à bancarrota. Para quem estava de fora, e não passou pelo desespero de uma hora para a outra perder todo o crédito que tinha, passar a dever 250 mil euros (o cálculo do rombo dividido pelo número de habitantes) e ser chamado de terrorista, tudo pode ter parecido uma simples fábula do atual momento do mundo – onde, na verdade, todo o sistema financeiro (e com ele boa parte dos países) vai por água abaixo, ou derrete, para fazer uma referência melhor à terra do gelo.

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Como a primeira nação a ir à bancarrota no século XXI, a Islândia deve se transformar agora em um laboratório para possíveis mudanças neste cenário tão incerto, onde outras nações, muito mais poderosas, correm o risco de seguir pelo mesmo caminho.

O pacato e tranquilo país viu eclodir então protestos cheios de fúria e engajamentos de todo o tipo. Fosse para protestar contra o governo e os responsáveis pelos bancos, fosse para acabar publicamente com a figura do primeiro ministro inglês Gordon Brown (que se utilizou de uma lei anti-terror para congelar as reservas islandesas depositadas na Inglaterra), a pequena comunidade se uniu em praça pública e fez o barulho que pôde. Agora, tenta mostrar para o mundo como pode se reerguer, contando com a união, a democracia, e as riquezas naturais e culturais de seu país.

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A primeira demonstração de união para além da praça pública, foi a criação de um site para mostrar ao mundo e pedir apoio para a sua causa. Nele, uma petição está aberta para a participação de todos, e a comunidade islandesa mostra a cara, caras claras de não terroristas.

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tryvertising: sampling on steroids

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“It’s turbo-charged because it’s about giving people experiences in relevant situations. It’s not about standing outside Wynyard train station handing out shampoo sachets” discute Piers Hogarth-Scott, co-fundador da empresa Yooster, especializada em pesquisa e boca-a-boca. Piers se refere ao tryvertising como “sampling on steroids”

“It allows consumers to be self-selective. They can opt in and choose how they want to utilise your campaign so it engages with what is important to them.” diz Elizabeth Porublev, professora do departamento de marketing da Monash University. 

A idéia do “Sampling on Steroids” deixa clara a mensagem de que esta forma de marketing vai muito além do sampling puro e simples.

Ela deve estar no lugar certo, adequando local e mensagem, e se aproximar de forma natural dos consumidores. Mais no espaço ou na situação natural de consumo, do que nos corredores de um supermercado. Pode ser uma sopa no frio:

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Ou um almoço feliz com Coca-Cola nas ruas da Austrália:

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Pode ser um barbeiro que vai até o pub local mais próximo e corta gratuidamente o cabelo e a barba dos clientes.

Pode ser uma loja de produtos de beleza que deixa à disposição dos consumidores uma pia com deliciosos sabonetes para higienizar as mãos, e hidratante para deixá-las macias depois do almoço.

Mas tem que ser adequado. E, preferencialmente, parecer o mais natural possível.

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crafting the crisis: flea markets of the world

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Se existe todo este movimento hoje, boa parte da inspiração está depositada nos flea markets ou mercados de pulga extremamente populares ao redor do mundo. Cada metrópole que se preza tem o seu, e o ostenta com orgulho.

Existem algumas discordâncias sobre a origem do termo “flea market”, mas a maioria das fontes diz que o nome vem do francês marché aux puces, um nome originalmente dado a um mercado em Paris que deve datar de 1860. O “puces”, neste caso, se referiria aos insetos que povoariam os produtos ou aos antigos negociantes que tiveram que abandonar seus postos em uma reorganização de Paris proposta pelos arquitetos de Napoleão III.

Entre os 10 melhores Flea Markets do mundo, segundo o canal de TV paga Travel Channel, aparece este que deu origem à série, e que continua a atrair milhares de visitantes para as suas quase 3.000 “lojas”

10.Marche Aux Puces De Clignancourt 

9.New Caladonian Market

8.Austin County Flea Market

7.San Jose Flea Market

6.Daytona Flea Market

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5.The All Night Flea Market 

4.127 Corridor

3.The Maxwell Street Market

2.Rose Bowl Flea Market

1.Brimfield Outdoor Antiques Show

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recycling recreating: do it yourself

Seja pelos excessos que nos cercam hoje, ou pela necessidade de mudança com pouca verba, fato é: dar novas funções a objetos não é apenas uma tendência, já é praticamente um estilo de vida.

E como fazer isso sair dos nichos e das nossas casas e passar a influenciar grandes empresas e suas grandes produções?

Imagine ter gerentes de produto criativos, verdadeiros “aproveitadores de matéria”, que em vez de investir milhões em campanhas para vender produtos encalhados e assim conseguir verba para reinvestir em novas invenções, simplesmente retiram do mercado o que não tem mais uso e reinventam, com base na opinião de seus consumidores? Basta ver quanta customização de produtos de massa existem agora para saber que há um potencial criativo enorme em torno de matéria “obsoleta”.

Imagine repensar as embalages, como fez o Mr. Heineken em plena década de 60, criando uma garrafa de cerveja que serviria também como um substituto para o tijolo? 

Esta “tendência” caminha em uma linha semelhante à da mass customization, mas entregando na mão dos consumidores a maior responsabilidade: recriar. Nada está pronto (como na mass customization, onde padrões e cores já estão pré-selecionados) mas tudo está a ponto de poder ser reinventado. A idéia é que o consumidor não se contente com o que a empresa X ou Y oferece, adaptando aquele produto às suas exatas necessidades. O movimento é também de quase de reciclagem do próprio consumo, transformando o que talvez fosse para o lixo em novos, vendáveis e usáveis produtos.

E aqui temos os dois casos. Recriando e Reciclando.

O primeiro, de um “hacker” de produtos da Ikea, que convida outros consumidores a mostrarem suas propostas para customização ou “remodalagem” dos produtos da Ikea, transformando uma porta em mesa, um prato em relógio, uma luminária em suporte para microfone e luminárias de mesa em luminária de teto. 

O segundo, mostra a idéia do designer inglês Dave Stovell que transformou jornais não lidos em uma coleção de móveis. O que ele percebeu foi que muitos jornais permaneciam fechados, sem nunca sequer terem sido vendidos/lidos. Ou seja, aquilo que tinha um valor cultural e econômico em um dia, como uma fonte de informação, no outro não passava de um monte de velhas notícias, com nada de valor. 

A coleção que apresenta cadeiras, bancos e mesas, pode ser reciclada depois, no final de suas vidas úteis.

Então, recriando ou reciclando, faça alguma coisa!

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