Tag Archives: jornais

the new newsstand: not mags, old mags, new mags

Interessantíssima a análise de Virgina Heffernan no artigo Articles of Faith do New York Times. Virgina discute o que faz de uma revista uma revista, e o que querem os sites que se dizem revistas online, ou o que os diferencia afinal. No final do artigo fica no ar a questão “talvez isso signifique que ninguém mais tenha interesse em revistas. Ou talvez signifique que aqueles que se interessam, aqueles que procuram o “feeling” de suas velhas revistas, se dirijam ao mesmo lugar para o qual se dirigiram nos últimos 100 anos: para as bancas de jornal”

Ela ainda dá uma pista do que é uma velha revista (http://Salon.com/ – formato de revista no meio online), do que não é uma revista (http://www.thedailybeast.com/ – que é um site de integração de notícias, mais do que uma revista com uma linha editorial) e do que são as novas revistas (aquelas feitas para devices como o futuro Apple Tablet, como apresentado neste vídeo do youtube que mostra um demo de como seria a SportsIllustrated).

Fato é que fica claro que por um tempo ainda coexistirão as não, as velhas e as novas, até que se encontre uma plataforma onde todos os leitores, editores e anunciantes fiquem satisfeitos. Eu compro cada vez menos revistas (aliás, joguei fora recentemente quilos e quilos delas) mas ainda não encontrei algo que me traga, como diz Virginia, o conforto do velho formato. É esperar pra ler.

Advertisements

Leave a comment

Filed under na tecnologia

the new newsstand: community oriented

board_newnewsstand

O grupo de mídia PPF Group da República Tcheca está lançando uma série de eventos chamados “Nase Adresa”/”Nosso Endereço” que acontecerão em diversas cidades do País com o intuito de aproximar os jornalistas (fisicamente e digitalmente) de seus leitores.

Este experimento, por assim dizer, está sendo chamado de “hyperlocal journalism” e busca trazer uma mudança na forma de pensar os jornais, ao mesmo tempo que busca captar audiências e leitores de nicho, através de reportagens extremamente nichadas, locais e relevantes. A idéia é reproduzir o que acontece no meio online, colocando os interlocutores de frente com os seus leitores, fazendo com que haja um feedback em tempo real.

O investimento para o início do projeto é de aproximadamente 10 milhões de euros e a expectativa, segundo seus diretores, é de publicar sete jornais semanais e em torno de 30 sites focadas em quatro distintas regiões do país.

“A posição do jornalista não deve ser apenas a de observar e escrever algo no jornal ou na Internet, mas também ajudar as pessoas a terem as ferramentas para fazerem algo em suas comunidades”, declarou um dos diretores do grupo.

Caso a iniciativa dê certo, será um exemplo e tanto para todos os outros grupos de mídia que, com dificuldades, enfrentam os novos tempos.

1 Comment

Filed under na internet, no consumo

the new newsstand: redesigning the newspaper

board_newnewsstand

E mudar o design, não só o modelo de negócio também tem sido uma saída para atrair mais leitores. 

Foi o que fez o premiado Correio (antigo Correio da Bahia) redesenhado por Guillermo Nagore, designer do The New York Times

Foi o que promoveu o fantástico Jacek Utko em jornais decadentes do Leste Europeu. Em seus 6 minutos de fala no TED, mostra como aumentou, com a mudança no design, até 100% o número de leitores:

Alguns trechos especialmente interessantes da sua apresentação eu repito aqui

 

Sua mãe, ao ouvi-lo que trabalhava na área de design de um jornla: “Mas não existe nada para criar lá. É apenas um monte de letras chatas”

Ao contar como criava, a cada dia, uma primeira página completamente diferente para seu jornal: “Eu queria fazer posters, não jornais, não revistas”

Ao comparar o jornal com música: “Passamos a tratar o jornal como uma única peça, como uma composição. Trazendo ritmo para o jornal, como o ritmo da música.”

—————————————
Um outro projeto interessante vem dos Estados Unidos, onde o artista Serkan Özkaya juntamente com uma equipe de estudantes da University of Louisiana, transformou a primeira página do Courier-Journal em uma página totalmente diferente, toda ilustrada. O editor do jornal Arnold Garson disse que o projeto o intrigou por provocar a discussão e por incentivar as pessoas a verem suas experiências cotidianas de uma nova forma
hand-drawn-courier-journal
E você, o que acha? O que te faria voltar a ler jornais impressos?

 

Leave a comment

Filed under nas artes, no consumo

the new newsstand: how can newspapers survive?

board_newnewsstand

Quando anteriormente falamos sobre esta tendência (falamos na mudança da forma de comercialização de revistas, o que implicava na transformação das próprias revistas em si), deixamos os jornais um pouco de lado – talvez porque os jornais sejam aqueles que enfrentam o maior declínio nestes tempos e, para os quais, se veja menos saídas.

No entanto, precisamos corrigir um pouco o nosso rumo, uma vez que nas últimas semanas pipocaram algumas boas notícias, idéias e insights relacionados ao mundo específico dos jornais.

E a pergunta que se faz agora é: como combater a recessão e a migração dos leitores para outros meios, especialmente para a Internet? Como manter a qualidade e os lucros? Como encontrar novos rumos para este tão tradicional negócio?

Alguns casos e exemplos nos ajudam a entender algumas soluções possíveis:

– Ao mesmo tempo que ouvimos o anúncio da morte de muitos jornais americanos, o editor alemão Axel Springer, proprietário do jornal Bild, o maior na Europa, apresentou o melhor resultado financeiro em 62 anos de história – NYTimes

– A Schibsted, uma editora de Oslo, mostra que as atividades online — como anúncios em seus sites e sites de classificados — perfazem quase um quarto do faturamento da companhia e a grande maioria dos seus lucros

– O acesso à informações online permanece gratuito e livre, mas alguns jornais começam a encontrar modelos para cobrar alguma coisa de seus leitores: no acesso aos classificados, no upgrade de seu perfil nas redes sociais, no acesso a conteúdos exclusivos 

vgnettverdens20gang20fp-thumb-200x305

–  Jeff Jarvis, um especialista no assunto, tem algumas reflexões a respeito dos novos modelos de negócio que um jornal deveria considerar:

Novos anunciantes – se o Google pode atrair empresas que nunca anunciaram antes, porque os jornais não podem?

Novos serviços – criar novos serviços que possam ser cobrados, trabalhando inclusive como um defensor de necessidades dos anunciantes locais

Produtos – começar a vender produtos, como faz o britânico Telegraph

– E, finalmente, em seu blog Seth Godin discorre sobre o tema, falando sobre a dificuldade de se reorganizar para o mundo online:

“A maior dificuldade que as pessoas envolvidas em indústrias tradicionais tem em entrar de cabeça em novos modelos online é o fato de que a transição não está estruturada de forma ordenada.

O novo negócio não é o mesmo que o antigo. Não basta apenas migra-lo para o meio online.  A editora People olha para a revista PCWorld e diz “isso nunca vai funcionar online”. E eles estão certos, não vai, porque o negócio é organizado em torno da impressão de suas edições mensais ou semanais e seus anunciantes, e sua força de venda… “Nosso negócio nunca vai funcionar online”. E eles estão certos.

Mas o Mashable funciona de forma perfeita online. E a mesma coisa vale para o Lifehacker. “Mas estes são casos especiais!”

Exatamente. Mas o The New Yorker é um caso especial também. Existem inúmeros tópicos nela que são suportados de forma muito melhor através do meio online: classificados, coaching, vendas, arquivos. Na verdade, tudo que está online é um caso especial, diferentes regras, diferentes economias, diferentes expectativas.”

Repensar os jornais e seu futuro talvez seja um dos maiores desafios enfrentados pelo mercado editorial. Mais do que livros, mais do que revistas, são os jornais que mais sofrem com este novo momento de baixa nos investimentos publicitários e mudança no comportamento de leitura de notíciais. Mas, como vimos acima, ainda existem saídas, desde que seus antigos detentores estejam dispostos a repensar sua estrutura e sua função social.

Leave a comment

Filed under no comportamento

the new newsstand: magazine engagement

board_newnewsstand

As revistas carregam muita identificação com seus leitores. É por isso que podemos dizer que existem as “mulheres Nova”, as “mulheres Gloss” e as “mulheres Marie Claire”, por exemplo. Sem falar nos mais diversos segmentos e nichos de revistas aos quais temos acesso hoje e que podem nos ajudar a traçar ainda com mais profundidade o perfil e os gostos (ou as pretensões) de determinada pessoa.

Fato é que as pessoas se identificam com suas revistas, e as usam para identificar-se com outras pessoas de uma forma que talvez não aconteça com os jornais (digo isso apesar de já ter acompanhado brigas ferrenhas entre “Folhistas” e “Estadistas”). E por quê? Se por um lado as revistas nos ajudam a definir quem somos, os jornais acabam sendo uma das muitas formas de receber notícias – concorrendo fortemente, nariz a nariz, com outros meios que fazem este “delivery”, como o rádio e a Internet.

As revistas, portanto, são grandes candidatas ao engajamento por parte de seus consumidores, que costumam transferir os valores percebidos em suas edições preferidas para as marcas que nelas anunciam. E, até por isso, elas vêm sofrendo menos com a digitalização do mundo do que seus “parentes” jornais.

revistasnoorkut

Ainda assim, o “negócio” das revistas vem se transformando através da influência do meio online e das inúmeras possibilidades de personalização e flexibilidade que o meio oferece – e que leva as pessoas a se perguntarem: por que eu não posso colaborar com a minha revista? Por que tenho que receber todo mês a mesma revista em casa? Por que não posso ter a minha revista, personalizada, feita para mim?

Leave a comment

Filed under na internet, na tecnologia, no comportamento, no consumo

the new newsstand: digital times, digital challenges

board_newnewsstand

Ainda há muita discussão sobre o impacto da Internet no consumo de informações impressas. E nestas discussões e análises uma coisa fica bem clara: se por um lado os jornais sofrem um impacto maior, por outro vemos o fortalecimento das revistas. Nos dois casos, no entanto, é cada vez maior a percepção de que uma mudança na forma/linguagem e uma modernização nos modelos de negócio são fundamentais para a sobrevivência neste mundo digital.  

O que abordamos aqui, com “The New Newsstand”, é como as editoras e revistas tem se reinventado, aproveitando tendências como a customização e a aderências às redes sociais de nicho para se aproximarem mais de seus públicos (e mantê-los fidelizados em qualquer um dos meios).

Interessante, dentro deste contexto, é observar o levantamento feito pelo Instituto Pró-Livro no fim de 2007, avaliando que os brasileiros aindam preferem ler jornais, livros e revistas a textos na internet. Mas que, no entanto, gastam ao todo muito mais horas lendo na Internet (em média 2 horas e 24 minutos semanais) do que em outros meios (os jornais e revistas ocuparam, em média, 1 hora e 18 minutos da semana dos usuários).

Leave a comment

Filed under na internet, no consumo

the new newsstand

board_newnewsstand

Leave a comment

Filed under na internet, na tecnologia, no consumo