Category Archives: no design

the new newsstand: provocação

A revista australiana Oyster decidiu fazer uma provocação na capa da sua 85 edição – juntamente com seu redesenho, declarou que a impressão está morta (como traduzir isso melhor?). Mas a cutucada e o questionamento (bem que o título poderia vir seguido de uma interrogação e não de um ponto de exclamação), ficam apenas na porta de entrada, já que em suas páginas impressas ela continua apresentando o melhor da moda Australiana e mundial com incríveis fotos muito bem impressas.

Seu site, aliás, segue com o layout e o logotipo antigo….

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destination: brazil

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Acho que já dissemos alguma vez aqui que o Brasil está na moda. E mais do que na moda, tem feito parte da listinha de destinos desejados pelos descolados que acabam experimentando a vida em outras partes dos país que vão além do Rio e de nossas belas praias.  

Reflexo disso é que o Brasil e sua criatividade são a atração da loja do MoMA (talvez uma das lojas de museu mais bacanas do planeta), que apresenta com exclusividade uma coleção com mais de 75 itens de designers e artistas brasileiros. A coleção tem desde apoios do copo feitos de pedras brasileiras, passando pelo delicado trabalho do estúdio Manus, e chegando aos ultra-reconhecíveis e cobiçados produtos dos irmãos Campana.

A lista ainda engloba clássicos do nosso design como a cadeira Paulistano de Paulo Mendes da Rocha; a Eclipse Lamp, há muito tempo parte do portifólio do museu; e os também já bem conhecidos por lá “bichos malucos de corda” de Chico Bicalho

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handwriting is back: or has never gone

Em tempos digitais, o analógico ganha statement de arte e atrai cada vez mais aficcionados. Moleskines ganham as ruas, juntamente com canetas, lápis e gente disposta a desenhar e a escrever sem o intermédio das máquinas.  Lápis ganham tampas de platina e versões que ajudam a mostrar a sua relevância em um mundo de bits e bytes. 

A escrita e a tipografia invadem museus e galerias. Mira Schendel e Leon Ferrari no Moma, tipografias de todo o mundo bem aqui na Choque Cultural.

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E lápis questionadores, botam em cheque o poderio das canetas, mostrando a sua utilidade nas condições mais estranhas (em um ônibus espacial, sem gravidade)… 

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e na escrita de longas obras literárias: o The 3 Mile Pencil explica como Shakespeare poderia ter escrito toda a sua obra com apenas 22 lápis

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A Faber-Castell, hoje a maior fabricante de lápis do mundo, enfrenta os desafios do mercado com graça, produtos inovadores (como o premiado lápis triangular e os lápis com tampas “preciosas”) e com a maior parte da sua produção feita no Brasil, onde tem mais de 3 mil funcionários. Em recente encontro de marketing no Chile, o CEO da empresa, Baron Anton Wolfgang Graf von Faber-Castell, que tem hoje mais de 1.8 bilhões de unidades produzidas anualmente reforçou o papel do lápis nas nossas vidas com a frase “We want to be your company for life”.

E se você ainda não consegue se desapegar do teclado, que tal ter sua própria letra traduzida em uma fonte só sua, um handwriting só seu? É só ir no YourFonts e checar como fazer

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green now: use less and better

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De acordo com Graham Hill, fundador do TreeHugger.com, e vice-presidente do Planet Green, ser sustentável passa por reduzir e compartilhar. Nas palavras dele, devemos usar espaços de forma mais eficiente, simplificar conceitos, trazer de volta os sapateiros e costureiras, buscar serviços e produtos que nos ajudam a economizar dinheiro e espaço.
Para simplificar ainda mais ele diz” “less is more” e “small is sexy”. 

 

E quem é que não quer ser sexy e atraente? 

 

Se os carros sempre foram demonstração de potência, o mercado agora passa pela necessidade em transformá-los não só em demonstração de eficiência mas também de charme. Quem viu ou leu algo sobre o Autoshow de Nova York sabe do que estamos falando, carros potentes e tunados deram espaço a pequenos e charmosos carros, com baixo custo de aquisição e de manutenção.

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Quem passeia pelas ruas de São Paulo já pode esbarrar um número maior de vezes com os carros mais “cool” e politicamente corretos do momento (não fosse o preço de alguns deles) que agora chegam oficialmente ao Brasil.  O Smart, por exemplo, chega pelas mãos da empresária Cris Saddi que em entrevista ao site Taste disse “ele é ágil no trânsito e, para quem não sabe estacionar – como eu! – é ótimo”. E complementa “fora que dá para customizar ele todinho! Já pensou fazer um com banco em jeans?” (ela mandou adesivar o seu modelo com estampa de zebra). 

Os modelos Mini Cooper e Cinquecento deve chegar em breve, e nesta ordem ao mercado brasileiro. O primeiro deles com festança nos Jardins.

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E se espaço é o problema, estúdio Republic of Fritz Hansen criou em conjunto com a Mini e a Airstream, um perfeito combinado para viagens mais longas: o  MINI Cooper S Clubman, apresentado recentemente no Salão de Mobiliário de Milão.

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Filed under na sustentabilidade, no design, no luxo

micro-trends: high-tech design for new functions

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Não é de hoje que design e tecnologia andam de mãos dadas.
Mas cada vez mais, a sua união transforma objetos e dá a eles novas funções e novos papéis. Algumas vezes os tornando mais úteis e funcionais, outras apenas criando novas necessidades que jamais imaginamos.

A Channel criou o Channel Way, um veículo elétrico e de couro, que não polui. Algo socialmente correto e de luxo.
A Bosa Ceramiche criou uma maleta de luxo, de cerâmica branca, para transportar o seu melhor amigo.
A austríaca Purisme lançou um cachimbo absolutamente moderno. Algo que jamais passaria na cabeça de quem conhece cachimbos na boca de Sherlock Holmes e outras figuras mais antigas.

E por aí vai. Há torradeiras transparentes (super útil!), vasos que avisam o estado da sua plantinha (se precisa de água, se está úmida demais), óculos com bluetooth e capacidade para ouvir MP3, cadeiras com o som perfeito, cintos que de adaptam ao seu movimento, com tecnologia avançadíssima, calças jeans com teclado.

É praticamente assim: você pensa, procura no Google e certamente encontra.

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Filed under na tecnologia, no design

old is new: retrofit

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Retrofit é um termo que designa a modernização de prédios e construções consideradas ultrapassadas.

Não entra exatamente no que propomos nesta tendência, do uso de construções antigas para novas funções, modernizadas obviamente, mas vai ao encontro dela na medida em que propõe uma reformulação de algo existente para valorizá-lo, em vez de destruí-lo e criar o novo do nada.

Um bom exemplo é o de edifícios antigos e espaçosos que não contam com área de lazer. Pode ser criado, com a permissão de todos os moradores, um terraço para cada apartamento, não apenas dando a modernizada necessária, mas criando uma nova função a uma parte do imóvel, o que faz com que ele se valorize absurdamente no mercado.

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Filed under no design, no mundo

old is new: in a new country

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O Brasil, apesar de ser um país bastante jovem, tem construções lindíssimas que têm passado pelo mesmo processo.

Um bom exemplo disso, seguindo a tendência na hotelaria, é o Pestana Convento do Carmo, que fica bem no Pelourinho, em Salvador. É o primeiro hotel histórico de luxo do Brasil, cuja construção é datada do século XVI.

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No Sul, o Museu Parananense virou um Centro de Cultura, mantendo sua linda construção de 1876 como parte do projeto de dar vida ao centro, o que tem valorizado o bairro e atraído moradores.

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