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recycling recreating: do it yourself

Seja pelos excessos que nos cercam hoje, ou pela necessidade de mudança com pouca verba, fato é: dar novas funções a objetos não é apenas uma tendência, já é praticamente um estilo de vida.

E como fazer isso sair dos nichos e das nossas casas e passar a influenciar grandes empresas e suas grandes produções?

Imagine ter gerentes de produto criativos, verdadeiros “aproveitadores de matéria”, que em vez de investir milhões em campanhas para vender produtos encalhados e assim conseguir verba para reinvestir em novas invenções, simplesmente retiram do mercado o que não tem mais uso e reinventam, com base na opinião de seus consumidores? Basta ver quanta customização de produtos de massa existem agora para saber que há um potencial criativo enorme em torno de matéria “obsoleta”.

Imagine repensar as embalages, como fez o Mr. Heineken em plena década de 60, criando uma garrafa de cerveja que serviria também como um substituto para o tijolo? 

Esta “tendência” caminha em uma linha semelhante à da mass customization, mas entregando na mão dos consumidores a maior responsabilidade: recriar. Nada está pronto (como na mass customization, onde padrões e cores já estão pré-selecionados) mas tudo está a ponto de poder ser reinventado. A idéia é que o consumidor não se contente com o que a empresa X ou Y oferece, adaptando aquele produto às suas exatas necessidades. O movimento é também de quase de reciclagem do próprio consumo, transformando o que talvez fosse para o lixo em novos, vendáveis e usáveis produtos.

E aqui temos os dois casos. Recriando e Reciclando.

O primeiro, de um “hacker” de produtos da Ikea, que convida outros consumidores a mostrarem suas propostas para customização ou “remodalagem” dos produtos da Ikea, transformando uma porta em mesa, um prato em relógio, uma luminária em suporte para microfone e luminárias de mesa em luminária de teto. 

O segundo, mostra a idéia do designer inglês Dave Stovell que transformou jornais não lidos em uma coleção de móveis. O que ele percebeu foi que muitos jornais permaneciam fechados, sem nunca sequer terem sido vendidos/lidos. Ou seja, aquilo que tinha um valor cultural e econômico em um dia, como uma fonte de informação, no outro não passava de um monte de velhas notícias, com nada de valor. 

A coleção que apresenta cadeiras, bancos e mesas, pode ser reciclada depois, no final de suas vidas úteis.

Então, recriando ou reciclando, faça alguma coisa!

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mass customization: mais cases

Um site onde o consumidor cria sapatos personalizados para seus filhos, escolhendo estilo, sola e cores. 

  

 

Veja o site do tênis, que assim como algumas geladeiras já lançadas por aqui, permite com que o tênis seja decorado com uma caneta de tinta removível. 

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mass customization: it is just the begining

A customização de massa é uma conseqüência lógica e natural do consumo. Uma resposta daqueles que nós, marketeiros, chamamos de “massa”, ou seja, do grande público, daquele nosso target que sempre foi tratado como um bando de gente com mesmos gostos e costumes. Chegou a hora deste mesmo público levantar a mão e a voz, e proclamar sua diferença.

Há algum tempo já existe a tal sementinha do “o meu é diferente” quando alguém resolvia cortar uma camiseta ou pintar um tênis. Em alguns países é inclusive parte – por vezes até estranha – da cultura.
Em Gana, por exemplo, os caixões são sempre personalizados de acordo com a profissão ou atividade exercida pelo “usuário”, em vida. São produzidos um a um, e guardados para a ocasião, quando dá-se uma festa. O enterro lá não iguala as pessoas, como na maioria dos lugares.

Claro que o aumento de acesso à Internet, a colaboração e a digitalização de produção contribuíram com este fenômeno. A possibilidade de as customizações serem feitas massivamente, uma grande variedade do mesmo produto para um grupo de pessoas com diferenças de vontades só surgiu nesta era digital.

A produção em série, heroína dos baixos custos, passa a ceder lugar a uma versão um pouco mais cuidadosa, detalhista, atenta ao comportamento do consumidor. O que se ganha com isso?

Conhecimento, para começar. Saber precisamente quem é o seu público e o que ele quer de você tem um valor quase inestimável.

Personalidade, também. Destaque entre seus concorrentes, por fazer mais do mesmo, só que diferente. Diferenciação esta que atrai mais consumidores e uma leva de curiosos.

Chegará o dia em que todos os produtos de massa terão algo de customizado ou adaptado ao gosto do freguês: o sabor, a embalagem, a cor, a estampa, o design. 

E para chegar lá, algumas empresas já estão fazendo história:

Jones Soda, com sua embalagem customizada pelos consumidores

Keds Studio, com mais de 30.000 desenhos de sapatos postados na comunidade em apenas uma semana

Além de outros, que você vê nessa galeria:

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mass customization: quando tudo começou

Há mais de 10 anos se fala sobre mass customization, mas é agora, em 2008, que vemos o assunto efetivamente explodir e chegar às mãos (aos pés, à boca, à casa) do consumidor. Muito dessa maior disseminação se deve ao acesso à tecnologia, e à possibilidade de interface com o consumidor via web – facilitando o processo de solicitação da customização.

O termo “mass customization” foi cunhado pelo escritor Stan Davis em seu livro Future Perfect (de 1987!) mas quem o popularizou foi o também escritor Joe Pine em seu livro Mass Customization – The New Frontier in Business Competition. A customização em massa tem diferentes implicações para diferentes produtos e em diferentes setores. Alguns produtos podem ser “criados” ou customizados no ponto de venda (“post-production customization”) enquanto outros produtos podem ser adaptados ao usuário, como acontece, por exemplo, nos sistemas de inteligência que adaptam carros ao modo de dirigir do motorista (“adaptive customzation”).

Em um mundo onde o termo 2.0 está quase ultrapassado, os produtos e as indústrias não poderia deixar de promover esta maior integração, intervenção e cooperação com e por parte de seus consumidores.

Uma das indústrias mais prvilegiadas por este movimento foi a da moda, com dezenas de iniciativas de personalização de sapatos e camisetas (principalmente), com exemplos que vão desde o Nike I.D. (pioneiro), passando pelo site colaborativo Threadless (de camisetas), chegando ao novo modelo lançado pela Keds (com enorme sucesso!).

A customização proporcionada pela indústria permite: um maior conhecimento dos desejos do público-alvo, uma maior identificação do consumidor com a marca (que te entende, e te oferece um produto “único”) e uma experiência de compra inigualável. 

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Livro:

Um interessante livro, ele mesmo personalizado pelas próprias autoras, tem um título que poderia ser traduzido (do alemão) como algo como “The ‘I did it myself’ Brand – The mass rebellion against mass production”, foi recém lançado, e discute o fênomeno da customização e massa. Segundo o site das autoras, o livro poderia ser resumido como uma resposta ao “No Logo”: Meu Logo!

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mass customization: I do, I do, I do

No que diz respeito às roupas e acessórios, as possibilidades de customização são infinitas e já bem disseminadas por aí.

Com poucos recursos e algumas boas idéias podemos criar looks bastante inusitados e interessantes.

Eu quis manter simples o visual customizado. Particularmente sou adepta às camisetas com estampas que tenham a ver comigo e com sapatos com algum toque extra.

Aqui você tem a idéia básica do look, calça e camiseta lisa. Achei uns botões e pensei em usá-los também:

O resultado é o que segue. Uma estampa que tem a minha cara, adoro a coleção Amar É. Os botões substituindo os originais da calça. A bolsa com uma mensagem: bolsas também têm grande potencial de customização, e podem dizer muito a seu respeito. Sapatos feitos à mão: estes já estavam prontos, mas há como customizar tanto o design como formato do seu pé. E acessórios para enriquecer uma idéia simples.

Este é um look bem personalizado, mas ainda é uma customização pensada e criada por uma pessoa para ela mesma.

Que tal pensar em uma loja, voltada para os tweens, onde os jovens consumidores participam do processo de criação das roupas?

Na Fashionology LA, é isso que acontece. Através de computadores touch-screen disponíveis logo na entrada da loja as consumidores selecionam o tipo de peça, a cor e a estampa, além das aplicacões extra disponíveis por tema como Juku, Pop, Rock, Malibu e Peace. Com as escolhas feitas, a menina se encaminha para o U-Bar onde uma “vendedora” finaliza a estampa e fornece todos os acessórios escolhidos para finalizar a customização no balcão Make It. Depois, com a roupa finalizada, a menina posa para a câmera e sua imagem é transmitida nos telões da loja e enviada para seu e-mail.

E que tal, ainda, desenhar o seu próprio vestido, escolhendo tipos de top, saia, estampas e cores complementares para ter um look só seu? Esta é a proposta do site Studio 28 Couture, e essa é a minha combinação para uma sexta-feira arrumadinha:

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