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tryvertising: aqui e agora

O tryvertising, tendência sobre a qual já dedicamos todo um board e que retomamos ao falar de Freeconomics, começa a aparecer aos poucos no Brasil. Depois de uma ação bem sucedida no ano passado, a marca de cosméticos francesa L’Occitane repete este ano uma promoção onde o grande chamariz são as caixas chamadas Marché Surprise.

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São apenas 12 caixas de cada categoria (casa, banho, hidratação intensa, pés e mão e cuidados especiais) enviadas para cada loja e disputadas a tapa pelas clientes. Nas caixas, produtos surpresa, com o diferencial de que o preço é super especial: nesta da foto, por exemplo, de R$ 291,00 por R$ 89,00.

A brincadeira é surpreender as consumidoras, dando um benefício financeiro para aquelas que quiserem se “arriscar”, e ainda gerando experimentação relevante de produtos da marca.

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Inspire-se e arrisque-se.

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freeconomics: solução para a crise

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Num mundo onde o dinheiro rodou levianamente, uma economia que prevê outras moedas de troca acaba sendo uma luz no fim do túnel para diversas indústrias.

Em Hollywood, quem diria, estratégias “Freeconomics” têm sido providenciais. Um exemplo é a proposta que a agência de talentos William Morris, que representa Russell Crowe, Denzel Washington e outros grandes figurões, fez para o YouTube: seus artistas arrecadariam uma participação na receita gerada por seus vídeos exibidos no site, através de publicidade, claro.
Segundo eles, isso inclusive faria com que marcas quisessem patrocinar o site, aumentando portanto a receita publicitária no geral.

No geral, em períodos de crise, as pessoas realmente procuram alternativas de entretenimento. E o que parece caro, como os videogames, mostra-se bastante acessível dentro do conceito de um Free World.

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O número de acessos a sites de jogos online gratuitos cresceu 27% nos EUA em 2008. Até o fim de dezembro 86 milhões de pessoas procuraram por esta opção de lazer – e estamos falando dos sites gratuitos.

Está realmente aumentando o que consultoria de tendências The Future Lab chamou de Freesumerism, ou, consumismo do gratuito. São as operadoras dando o celular em troca de uma assinatura de contrato, ou uma Ikea criando uma linha de balsa gratuita entre Manhattan e Brooklyn, onde está sua loja, apenas para ganhar a simpatia do consumidor (seu uso não está vinculado a compra alguma!), e reedições da amostra grátis: ou o que mostramos semana passada aqui, o tryvertising, consequência direta de uma economia de troca.

Vale pensar quanto se está pagando para ter o que quer. O mundo já está mudando, e rápido demais.

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freeconomics: de volta ao escambo?

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Foi a Revista Wired que apareceu pela primeira vez com este nome, quando Chris Anderson, o autor do Long Tail, começou a falar de um Free World. Freeconomics, a nova economia onde quase tudo (ou tudo!) é de graça. Algo que num mundo capitalista era impensável, hoje sabemos que trata-se praticamente de sua consequência.

Os avanços da tecnologia, em especial da Internet e banda larga, permitem com que o envio de conteúdo seja constante, e que exista uma troca – independente de moeda financeira. Não considerando apenas os filmes e músicas a que temos acesso em sites como MySpace e YouTube, mas hoje até ligações são feitas entre pessoas em partes diferentes do mundo, gratuitamente, via Skype.

Mas se não é você, quem está pagando por isso? There’s no free lunch.
Isso significa que aumenta a dependência de receita publicitária para garantir que existam estas fontes de troca de conteúdo.

E se a publicidade como um todo também está mudando, vale prestar atenção no movimento para não ficar de fora.

Um bom exemplo desta mudança é o mais novo jornal impresso que surgiu nos EUA: The Printed Blog. O conceito é inovador – e alguns diriam “já veio tarde”.

Através de um acordo com 300 blogueiros, o jornal tem sempre conteúdo fresco e mais que atualizado. E estes blogueiros não ganham salário algum, porque não têm que produzir para o jornal: o que sempre produziram naturalmente é que passou a ser divulgado também em outro formato, o impresso.

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Então o que eles ganham com isso? Além de credibilidade, visibilidade (e fama, por que não?), parte da receita publicitária adquirida pelo jornal.

Alguém tem dúvida de que isso funciona?

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