Category Archives: nas artes

outdoor stages: outdoor parede

Ao invés de uma cidade limpa, o MAK Center de Los Angeles resolveu propôr uma cidade cheia de arte, quase uma outdoor parede (=cow parede), no projeto que ganhou o título de “How Many Billboards? Art Instead”

Segundo o diretor do museu, Kimberli Meyer, a arte deveria periodicamente ocupar o espaço da propaganda no ambiente urbano, propondo um diálogo e não mais um ruído visual para as cidades. É importante levar em consideração que os outdoors, assim como já aconteceu em São Paulo, são ainda parte intrinseca da paisagem de Los Angeles, tendo uma presença massiva no espaço público.

“Enquanto as mensagens comerciais te dizem para comprar, as mensagens artísticas te encorajam a olhar e pensar para além delas”, reforça Kimberli Meyer. Assim, ao ocupar os espaços tradicionais da propaganda, os outdoors artísticos propoem um diálogo e provocam um pensar mais amplo sobre o papel dos espaços visuais nas cidades.

A exposição inclui os trabalhos de 21 artistas contemporâneos, como Kerry Tribe, Kenneth Anger, Michael Asher, Kori Newkirk, Jennifer Bornstein, Yvonne Rainer e James Wellin e fica na cidade para quem passar por lá até o fim de março (todos os trabalhos podem ser vistos no mapa interativo no site do projeto).

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discutindo o valor da arte

“Tente revender para um art dealer aquilo que você acabou de comprar dele, e rapidamente você entenderá o quão profundo é seu amor pela arte.”

Nesta frase do outdoor estratégicamente colocado em uma das passarelas que atravessam o bairro das galerias de NY, Chelsea, o artista multimídia Patrick Mimran discute o real valor da arte – não do ponto de vista cultural, obviamente, mas do ponto de vista de negócio. Se a frase é irônica, ela certamente ajuda a dar um empurrãozinho em tudo aquilo que possamos viar pensar sobre o valor financeiro da arte moderna/contemporânea: quem define o valor? Em que bases? Quem compra? E por que compra?

Se para nós isso pode parecer tudo muito distante, é bom lembrar que o mercado de arte está cada vez mais perto dos pobres mortais através da arte acessível ou affordable art (vide feiras especializadas e propostas originais como a galeria online 20X200). Pequenos colecionadores trocam informações sobre suas aquisições (MyArtSpace e IndependentCollectors entre outros) enquanto grandes artistas aproveitam a onda para vender e fazer mais tostões (olha o Damien Hirst mais uma vez gente).

Enquanto isso, vindo bem a calhar a esta discussão, a Estrela acaba de lançar um jogo chamado Mercado de Arte. No meio da brincadeira, que lembra muito um Banco Imobiliário tendo obras de arte no lugar de imóveis e terrenos, é impossível não pensar no quanto o quesito sorte é fundamental para que uma obra de arte seja bem avaliada (ou, melhor, bem comprada) e o quanto é importante cair nas mãos certas para ser bem sucedido. (As informações sobre o jogo ainda não estão disponíveis no site da marca. Tudo que li foi escrito em uma reportagem-desafio feito na Folha de São Paulo do domingo passado (07/02) e no blog Tons de Pêssego, aparentemente de uma das desenvolvedoras do jogo)

E a senhora cubana (radicada em Nova York) de 94 anos de idade que caiu nas graças do mercado de arte apenas há 5 anos atrás quando vendeu seu primeiro quadro (depois de uma prolífica produçõa de mais de 60 anos)? E no meio do artigo feito sobre ela no New York Times, chama atenção a constatação “Over the decades, Ms. Herrera had a solo show here and there, including a couple at museums (the Alternative Museum in 1984, El Museo del Barrio in 1998). But she never sold anything, and never needed, or aggressively sought, the affirmation of the market.”

Afinal, a arte precisa do mercado ou o mercado precisa da arte?

(a foto extraída do NYTimes apresenta Carmen Herrera, 94 anos, em seu loft em Manhattan)

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história da arte em poster

Do artista gráfico Vuk Vidor, uma forma de mostrar a arte através de seus artistas e o impacto que eles promoveram na cultura.

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being damien hirst ou quero ser damien hirst

Damien Hirst causou furor mais uma vez quando apareceu com sua obra “caveira recoberta por diamantes-milhares-de-diamantes!” (For the Love of God, 2007), uma caveira humana recoberta por exatamente 8.601 diamantes com o valor de mercado de 100 milhões de dólares. A coisa toda causou uma repercussão enorme para o artista, apesar da peça nunca ter sido adquirida no mercado de arte (o próprio Hirst e um consórcio adquiriu a obra algum tempo depois).

Para discutir ou brincar com a questão da arte contemporânea, um grupo de Londres criou o conceito IARTISTLONDON que propoe kits para que todos possam se sentir um pouco artistas, de uma forma que não precise conhecimento e tão pouco habilidade.

O primeiro produto da empresa é justamente um kit com PLASTIC HUMAN SIZE SKULL, CRYSTAL BEADS (8,601 PIECES), GLUE, PAINTBRUSH, TWEEZERS, SILVER PAINT, INSTRUCTIONS, para que cada um seja também um pouco Damien Hirst.

A empresa descreve seus produtos da seguinte forma “is a brand new way of creating your very own contemporary work of art. It’s quick, it’s easy and you don’t need any artistic training or ability to start making great pieces! We supply you with all the necessary tools to produce your personalized copy of an original master.”

Banalização da arte? Discussão sobre o mercado? Seja o que e como for, não deixa de ser divertido

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end of an era

Nos últimos anos, meses, e a cada dia, vemos o fim de eras e mais eras. A era da indústria da música, por exemplo, já era. Não no sentido literal, mas tendo em vista que é uma indústria, assim como tantas outras, que deverá se recriar, se reinventar, para sobreviver e convencer as pessoas (mercado, clientes, investidores) de que ela é pertinente e pertencente a este novo mundo.

No dia 30 de janeiro o artista pop-star Damien Hirst abriu sua mais recente exposição na Gagosian Gallery em NY, em uma retrospectiva com direito a novas obras chamada oportunamente de “End of an Era” – ele próprio, um contestador da arte como ela é, no sentido produtivo, criativo e mercadológico da palavra. O título da exposição também tem um viés bíblico, materializado em algumas obras como o touro com chifres de ouro e o dia do julgamento representado através de mais de 30 mil diamantes.

Hirst brinca com a ideia de arte, confundindo o espectador e, inevitavelmente, provocando-o e levando-o a refletir sobre a arte desses nossos novos tempos.

Fotos do site TrendLand

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micro-trends: youtube band and remix generation

Já falamos sobre este tema aqui, exatamente com este título. Mas como as tendências, ainda que micro, nunca vêm isoladas, elas sempre merecem ser revistas e “enriquecidas”.

Eis que ontem, navegando por aí, encontro o genial projeto colaborativo Bb 2.0 criado pelo músico Darren Solomon e desenvolvido com a contribuição de usuários e convidados.Cada um deles foi instruído a publicar um vídeo no YouTube seguindo as instruções dadas para que, juntos, os vídeos fizessem uma composição equilibrada – já que a ideia só se completa quando o usuário, o curioso, o “dj de youtube” mixa os vídeos publicados, dando play, escolhendo o momento de entrada de cada “instrumento” e controlando o volume de cada um.

Como a imagem abaixo é só para ilustrar, veja o projeto em ação clicando aqui

Picture 11

E veja aqui o outro post sobre o assunto

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a spoonful of fugar: love letter, loooove…

O mundo precisa de diversão, e precisa de amor! No projeto Love Letter o amor transborda pelas paredes e muros de uma cidade da Philadelphia, especificamente em uma área antes bem degradada.

Os 50 paineis, pintados por artistas jovens da região comporão uma grande carta de amor, e ainda farão parte do projeto um documentário e um livro.

Amor subindo pelas paredes para lei cidade limpa nenhuma botar defeito


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