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the new newsstand: wired thoughts

Enquanto a Oyster provocava, a conceituada Wired resolveu mostrar um vídeo do que seria o futuro das publicações, com base na evolução e nas mudanças de hábitos e conceitos que temos vivido nos últimos anos.

Seu protótipo de revista digital é interessante. Pensar que a experiência de leitura de uma revista pode mudar em pouquíssimo tempo é estimulante para uns e assustador para outros, que curtem o toque do papel, o “virar a página” e suas cores vivas.

Aliás, esse é um ponto que vale ser levantado. O protótipo da Wired mostra alguma interação e muitas cores. O que me fez pensar em algo que é uma queixa entre os adeptos de e-books: o excesso de preto no branco. Quem tem o Kindle, da Amazon, não vê cores. Nem no e-reader da Sony. E apesar de ser agradável a leitura exatamente por não refletir luz, é curioso notar que até o papel de um livro reflete mais luz que o gadget. Um exemplo claro é visto na foto que abre o post, onde a página da esquerda é eletrônica, e a da direita, papel.
Logo, ter publicações com a mesma intensidade visual é algo extremamente atraente. E em se tratando da Wired, isso jamais poderia ser diferente.

No quesito interação, é legal o modo que passamos a ver gráficos, por exemplo. Clicando nas variáveis, temos diferentes informações. Mas ainda achei pouco. 

tablet da Sports Illustrated traz esses recursos muito mais avançados, com vídeos, inclusive. O que torna a experiência melhor e mais completa, sem dúvida. Mais no estilo iPad, da Apple.

Outros dois detalhes chamam a atenção naturalmente, ao ver a proposta da Wired: o formato, que permanece com cara de revista impressa, e os anúncios, que continuam idênticos aos impressos.

Não acredito que manter o formato “revista impressa” seja uma estratégia para agradar aos apaixonados pelo meio. Desenvolver uma linguagem própria e específica me parece mais sábio e coerente. Tanto em redação como em direção de arte.

O mesmo digo para anúncios. Mouse-over sobre o logo que me leva ao site é óbvio demais, e pouco atraente. Seria legal ter novidades na área, também. O leitor vai naturalmente esperar por isso.

A própria Wired já levantou outros pontos que seriam importantes para a evolução das revistas digitais, e um deles é a flexibilidade. A pessoa conseguir dar aquele jeitinho para carregar o gadget.

Ou seja, tudo indica que as revistas terão outra cara logo mais. Semelhantes ao que temos hoje em alguns aspectos, e infinitamente diferentes, insistirão os apaixonados por papel.
Talvez valha guardar alguns exemplares de hoje para a posteridade, pelo menos para matar a saudade quando ela bater.

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the new newsstand: not mags, old mags, new mags

Interessantíssima a análise de Virgina Heffernan no artigo Articles of Faith do New York Times. Virgina discute o que faz de uma revista uma revista, e o que querem os sites que se dizem revistas online, ou o que os diferencia afinal. No final do artigo fica no ar a questão “talvez isso signifique que ninguém mais tenha interesse em revistas. Ou talvez signifique que aqueles que se interessam, aqueles que procuram o “feeling” de suas velhas revistas, se dirijam ao mesmo lugar para o qual se dirigiram nos últimos 100 anos: para as bancas de jornal”

Ela ainda dá uma pista do que é uma velha revista (http://Salon.com/ – formato de revista no meio online), do que não é uma revista (http://www.thedailybeast.com/ – que é um site de integração de notícias, mais do que uma revista com uma linha editorial) e do que são as novas revistas (aquelas feitas para devices como o futuro Apple Tablet, como apresentado neste vídeo do youtube que mostra um demo de como seria a SportsIllustrated).

Fato é que fica claro que por um tempo ainda coexistirão as não, as velhas e as novas, até que se encontre uma plataforma onde todos os leitores, editores e anunciantes fiquem satisfeitos. Eu compro cada vez menos revistas (aliás, joguei fora recentemente quilos e quilos delas) mas ainda não encontrei algo que me traga, como diz Virginia, o conforto do velho formato. É esperar pra ler.

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the new newsstand: rss print feed

 

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Um dos grandes desafios das editoras, e que parecia difícil de ser resolvido, é o fato de que as notícias, e a forma como os leitores as consomem, ficaram cada vez mais personalizadas. Se até hoje esta personalização (com blogs, rss, agregadores, etc) estava restrita à Internet, a Time.Inc aparece agora com uma inovação para ser acompanhada de perto. Com o projeto experimental mine, os leitores selecionam 5 de seus títulos preferidos, dão algumas dicas de seu perfil, e recebem em casa uma revista personalizada a partir de 56 possíveis combinações.

Neste modelo, até as mensagens do patrocinador e anunciante (a Lexus com seu 2010 RX SUV, por exemplo) serão personalizadas de acordo com os interesses apontados.

Para testar, a Time.Inc está fazendo uma versão gratuita e experimental de 36 páginas para os 31.000 primeiros que se cadastrarem. 200 mil outros poderão ter acesso a uma versão online.

E a grande pergunta que a Time deixa no ar, desafiando todos os seus outros concorrentes é: por que, ao invés de assinar cinco revistas uma pessoa não pode fazer a assinatura de apenas uma, que venha com tudo o que lhe interessa dentro? Por que não transformar as edições físicas em verdadeiros mash-ups?

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É bom ficar de olho nos resultados desta investida.

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the new newsstand: magazine engagement

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As revistas carregam muita identificação com seus leitores. É por isso que podemos dizer que existem as “mulheres Nova”, as “mulheres Gloss” e as “mulheres Marie Claire”, por exemplo. Sem falar nos mais diversos segmentos e nichos de revistas aos quais temos acesso hoje e que podem nos ajudar a traçar ainda com mais profundidade o perfil e os gostos (ou as pretensões) de determinada pessoa.

Fato é que as pessoas se identificam com suas revistas, e as usam para identificar-se com outras pessoas de uma forma que talvez não aconteça com os jornais (digo isso apesar de já ter acompanhado brigas ferrenhas entre “Folhistas” e “Estadistas”). E por quê? Se por um lado as revistas nos ajudam a definir quem somos, os jornais acabam sendo uma das muitas formas de receber notícias – concorrendo fortemente, nariz a nariz, com outros meios que fazem este “delivery”, como o rádio e a Internet.

As revistas, portanto, são grandes candidatas ao engajamento por parte de seus consumidores, que costumam transferir os valores percebidos em suas edições preferidas para as marcas que nelas anunciam. E, até por isso, elas vêm sofrendo menos com a digitalização do mundo do que seus “parentes” jornais.

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Ainda assim, o “negócio” das revistas vem se transformando através da influência do meio online e das inúmeras possibilidades de personalização e flexibilidade que o meio oferece – e que leva as pessoas a se perguntarem: por que eu não posso colaborar com a minha revista? Por que tenho que receber todo mês a mesma revista em casa? Por que não posso ter a minha revista, personalizada, feita para mim?

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the new newsstand: digital times, digital challenges

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Ainda há muita discussão sobre o impacto da Internet no consumo de informações impressas. E nestas discussões e análises uma coisa fica bem clara: se por um lado os jornais sofrem um impacto maior, por outro vemos o fortalecimento das revistas. Nos dois casos, no entanto, é cada vez maior a percepção de que uma mudança na forma/linguagem e uma modernização nos modelos de negócio são fundamentais para a sobrevivência neste mundo digital.  

O que abordamos aqui, com “The New Newsstand”, é como as editoras e revistas tem se reinventado, aproveitando tendências como a customização e a aderências às redes sociais de nicho para se aproximarem mais de seus públicos (e mantê-los fidelizados em qualquer um dos meios).

Interessante, dentro deste contexto, é observar o levantamento feito pelo Instituto Pró-Livro no fim de 2007, avaliando que os brasileiros aindam preferem ler jornais, livros e revistas a textos na internet. Mas que, no entanto, gastam ao todo muito mais horas lendo na Internet (em média 2 horas e 24 minutos semanais) do que em outros meios (os jornais e revistas ocuparam, em média, 1 hora e 18 minutos da semana dos usuários).

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Filed under na internet, no consumo

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