Tag Archives: design

the new newsstand: redesigning the newspaper

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E mudar o design, não só o modelo de negócio também tem sido uma saída para atrair mais leitores. 

Foi o que fez o premiado Correio (antigo Correio da Bahia) redesenhado por Guillermo Nagore, designer do The New York Times

Foi o que promoveu o fantástico Jacek Utko em jornais decadentes do Leste Europeu. Em seus 6 minutos de fala no TED, mostra como aumentou, com a mudança no design, até 100% o número de leitores:

Alguns trechos especialmente interessantes da sua apresentação eu repito aqui

 

Sua mãe, ao ouvi-lo que trabalhava na área de design de um jornla: “Mas não existe nada para criar lá. É apenas um monte de letras chatas”

Ao contar como criava, a cada dia, uma primeira página completamente diferente para seu jornal: “Eu queria fazer posters, não jornais, não revistas”

Ao comparar o jornal com música: “Passamos a tratar o jornal como uma única peça, como uma composição. Trazendo ritmo para o jornal, como o ritmo da música.”

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Um outro projeto interessante vem dos Estados Unidos, onde o artista Serkan Özkaya juntamente com uma equipe de estudantes da University of Louisiana, transformou a primeira página do Courier-Journal em uma página totalmente diferente, toda ilustrada. O editor do jornal Arnold Garson disse que o projeto o intrigou por provocar a discussão e por incentivar as pessoas a verem suas experiências cotidianas de uma nova forma
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E você, o que acha? O que te faria voltar a ler jornais impressos?

 

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old is new: menos espaço, mais história

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Apesar de existir há alguns anos já, esta tendência tem ganhado cada vez mais espaço, e ficado cada vez mais interessante.

Antes de ser uma tendência, como a própria sustentabilidade, o reaproveitamento de espaços nasceu de uma necessidade. Tudo tem limites, e terrenos não fogem à regra.

Ao contrário do que muitos pensam, renovar um imóvel antigo, histórico, pode custar muito mais que colocá-lo ao chão e começar do zero. Mas onde estaria o charme?

De uma necessidade latente a uma tendência que permeia design, arquitetura, engenharia e hotelaria (que veremos amanhã), os resultados tem sido cada vez mais bonitos e surpreendentes.

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how-to: the art of looking sideways

Ontem fiquei às voltas com o livro The Art of Looking Sideways por horas. Era invevitável que, com toda a sua riqueza visual e de associações, livres associações e conexões, ele viesse parar em um lugar de destaque da minha prateleira (minha mesa de cabeceira do escritório) e, finnalmente, aqui no how-to.

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Fui então procurar mais sobre o designer britânico Alan Fletcher (e, para mim, muito mais que um designer, um filósofo da vida) e descobri que ele deixou nosso mundo em 2006, deixando um incrível legado e uma fantástica produção, além claro, de um grande ensinamento: olhe ao redor, olhe para além do óbvio, veja o mundo do avesso, olhe de novo, e de novo, e de novo.

Quando ele morreu, estava usando uma camiseta ilustrada com a imagem de um de seus posters onde se lia “I don’t know where I’m going, but I’m on my way.’’

Às vezes nos vemos perdidos nesta busca por conexões e soluções. O que importa, no entanto, é sabermos que estamos trilhando algum caminho, ainda que o destino seja incerto.

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icelandic sagas: design & working groups

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Na linha das possíveis soluções para um país que está se vendo obrigado a rever todos os seus meios e se repensar quase que como um “laboratório”, testando novas e antigas possibilidades, o design é uma delas.

A idéia é buscar por todo o país o que tem sido feito, quais os talentos existentes, e repensar maneiras de tornar tudo isso vendável, fazendo um marketing mais profissional.

Além disso, contando com um “working group”, seriam criadas redes de colaboração, tanto dentro do país como no exterior, potencializando as produções. Com isso seria possível a criação de um modelo, uma filosofia de design única do país, colocando-o de volta no mapa com a dignidade que merece.

O mais interessante vai ser o mundo começar a perceber o quanto o design pode estar atrelado à sustentabilidade, e vice-versa.

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