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pink tween: too old for toys, too young for boys

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Os tweens já são velhos conhecidos de muitos de nós. Parte da geração X, eles são esta parte específica da população que tem entre 8 e 12 anos, e não é mais uma criança, nem ainda um adolescente. Um extrato da sociedade que se comporta de forma bem semelhante na maioria dos países, mas que tem características completamente diferentes quando se fala de meninos e meninas. Os meninos, mais ligados a esportes e a atividades de grupo, ainda não tem grande apreciação pelas meninas que, por sua vez, esperneiam ao ver seus astros preferidos, ainda que eles estejam na televisão, e elas sentadas no sofá de casa.  

O board desta semana, portanto, deixa um pouco de lado os meninos para explorar o universo rosa das meninas, que mistura música com brilho labial, família e internet praticamente na mesma proporção. Outro motivo pelo qual o board é totalmente feminino, está na presença de duas tweens na Casa Branca. As filhas de Barak Obama, Sasha e Malia, são as primeiras tweens a pisarem na residência oficial do presidente americano em muitos anos – e elas, assim como seu pai, são muito  “cool”.

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E se elas forem pelo mesmo caminho do pai, influenciarão não apenas os cidadãos norte-americanos mas também as crianças e tweens de todo o mundo.

As meninas Malia, 10, e Sasha, 7 anos, mal começaram o seu “mandato” de primeiras-filhas e já estão mostrando a que vieram. Elas são trendsetters: os vestidos que elas usavam desapareceram imediatamente das lojas; as roupas da marca J. Crew, usadas no dia da posse, provocaram furor em mães e filhas que queriam adquirir o “obama girl style”.

Elas são o centro das atenções, perseguidas por paparazzis e convidadas por ídolos dos tweens como o ator Daniel Radcliffe para eventos especiais (neste caso, um tour pelo set do novo Harry Potter). Bonecas com os sugestivos nomes de Sweet Sasha e Marvelous Malia foram lançadas pela Ty Warner , enquanto a editora de uma revista sonha em tê-las como estrelas: “Meu sonho seria ter uma foto delas, arrumando seus quartos ou fazendo uma festa de pijama”

E elas são ou não são o sonho de todas as meninas? É um conto de fada moderno, que todas observarão atentamente, passo a passo.

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generation O: shiny happy people

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Se você fica pensando o que tudo isso tem a ver com o Brasil, se você acha que os impactos da Geração O se restringem apenas aos Estados Unidos e às suas questões políticas, acho que em breve confirmaremos o seu engano.

O movimento da Generation O é um movimento de otimismo e engajamento, um movimento de patriotismo e transparência. Algumas histórias que não param de pipocar na Internet, mostram como este momento é historicamente importante e, vindo da “maior potência do mundo” (aspas e mais aspas), como pode e deve impactar as demais regiões do mundo.

A criança que vendeu limonada por Obama, e queria uma super bandeira americana para seu jardim

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A criança, de 6 anos de idade, vê uma bandeira na rua e diz para o seu pai que se parece com a bandeira do Obama. Imediatamente, resolve que quer ter uma, mas não uma pequena, uma grande! Para colocar em seu jardim. 

E o pai conclui “para mim, cético, antigo ativista, para quem patriotismo sempre sgnificou protesto, este era um momento de definição, uma revolução real na diferença entre como meus filhos verão o presidente – assim como todo o país – e como eu os vi durante boa parte da minha vida adulta.

Mas por que não ficar orgulhoso? Por que não colocar uma bandeira em nosso jardim para dar boas vindas à nova era?”

Pronto. Fique ligado. A mudança demora, mas chega!

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Outras denominações para Generation O

– Geração Obesa

– Generation Jones – a geração perdida, entre os Baby Boomers e a Geração X

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generation O: the three Ts

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A Geração O acredita em três coisas, basicamente. Todas começando com T: tolerância, trabalho em equipe e tecnologia.

Tolerância tem bastante a ver com a questão racial. Os Estados Unidos já têm tantas ou mais misturas que o Brasil, hoje em dia. Esta nova geração descende de americanos tradicionais, red necks, mas também de latinos, asiáticos e negros. E Obama conquistou a todos eles. Mesmo os jovens americanos que têm esta mentalidade, diferente de seus pais e avós, já procuram aprender outros idiomas e convivem com harmonia e orgulho entre outras raças.

Trabalho em equipe é uma mudança no padrão do herói americano. Esta nova geração está mais interessada no que um grupo tem capacidade de realizar em conjunto que a glória individual. Deixaram isso claro quando foram voluntários da campanha de Obama, em um número recorde jamais visto. Venceram juntos pela mesma causa.

E a tecnologia, que é tida como principal ferramenta para aproximar pessoas e resolver problemas, além de possibilitar um governo mais transparente e interativo, em se tratando de uma democracia.

Isso tudo faz pensar: será que trata-se apenas de uma nova geração politizada e engajada? Acredito que estejamos presenciando o nascimento de um novo target. Pessoas com uma nova atitude diante da vida, do consumo.

A Pepsi deve ter pensado o mesmo, pois já se adiantou e criou um novo logo inspirado no de Obama, especialmente para esta geração.

 

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generation O: meet these guys

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Cada geração tem sua história, nasceu dentro de um contexto político-econômico, sócio-cultural.
Na ordem foram os Baby Boomers, a Geração X e a Geração Y (ou Millennial). E precisamente neste ano presenciamos o nascimento daquela que o NY Times chamou de Geração O.

Claro, vem de Obama. Mas não pára por aí, vai muito além dele. Obama é o presidente, o representante desta geração, como Bill Clinton foi para os Baby Boomers. É o ícone máximo de um comportamento novo, de uma nova maneira de pensar.

É uma geração que se mescla com a Y, porque dela também fazem parte os menores de 30 anos. Mas a grande massa é composta por universitários que estão pedindo mudanças no mundo, que buscam novos tomadores de decisão, novas cabeças no comando. Foram eles que fizeram questão de votar, que deram um empurrão para esta quebra de paradigma que foi a eleição de Barack Obama como presidente.

A geração O é multiracial. Não fazem parte do seu grupo os “brancos velhos”, que são a cara de John McCain. Esperança, unidade e mudança foram fortes características da campanha de Obama, e apesar de serem pontos atraentes a qualquer geração, são bandeiras levantadas por jovens entre as gerações Y e X (à qual pertence o próprio candidato).

E não há dúvidas que eles vieram com sede de mudanças. Como escreveu o reporter do NY Times Damien Cave no fim das eleições: “A era pós-Baby Boomer parece ter começado. O “nós contra eles” sem fim vindo da Guerra do Vietnam, do aborto, das lutas raciais, pelo menos por um momento na semana passada, parecia tão fora de alcance quanto um telefone de discar”.

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cross-media politics: visiting bubbes and zaides

E se nada funcionar? Adicione um pouco de humor, através de uma figura que faça sucesso com os jovens, certo? Neste caso, além disso, peça para os netos de judeus moradores da Flórida que influenciem seus avós (bubbes and zaides) na sua decisão de voto.

Este foi um dos caminhos encontrados para mais uma das ações paralelas criadas por entidades independentes, mas que ajudam a potencializar a preferência por Obama. Em “The Great Schlep,” que foi produzido pelo Jewish Council for Education and Research, um comitê de ação política, e a agência de propaganda Droga5, a comediante Sarah Silverman é a atração de um vídeo onde convoca os netos de judeus da Flória a incentivarem seus avós a votarem em Obama, ameaçando não visita-los mais até o fim do ano caso o candidato perca as eleições.

É bom lembrar que os objetivos da ação levam em consideração que: 1. A Flórida é um estado crucial para a decisão das eleições, e 2. Existe uma certa resistência contra Obama por parte do público já que seu nome do meio é Hussein (o que é, digamos, um pouco assustador). Ou seja, motivos de sobra para acionar o público em questão.

O site da campanha conta ainda com download de PDF, link para a comunidade no Facebook e loja com produtos como camisetas e bottons.

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E falando em ativação de público, muitas foram as ações colocadas em prática para incentivar o registro da participação nas eleições (lembrando que nos Estados Unidos não existe a obrigatoriedade do voto). 

De chamadas na nova temporada do Americas’s Next Top Model de Tyra Banks, com direito a sessão fotográfica ligada ao tema

a ações comandadas pela MTV no site Think MTV com chamadas na TV para a movimentação Choose or Loose, onde os jovens são incentivados a criarem conteúdo em torno das eleições

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cross-media politics: obama to go

O grande barato da pré-disposição a se criar uma campanha 360° é que a partir de uma grande idéia central surgem infinitas possibilidades, uma mais criativa que a outra. O conceito é único, o que garante a força da mensagem, mas as aplicações diferem, enriquecendo a campanha.

Falar da campanha de Obama está parecendo cada vez mais lugar-comum. Mas eu não me canso de fuçar o que mais vem por aí. E o que tem me surpreendido diariamente é o fato de que, uma vez compreendido o conceito, ele não precisa mais ser o autor da comunicação. O consumidor/cidadão/eleitor faz isso sozinho!

É o caso do livro de Mathew Honan, Barack Obama is your new Bicycle. O autor lançou antes um site que virou hit (vá pra ver), e o livro foi conseqüência. Mostrar o lado cool, pessoal, humano do candidato é uma excelente estratégia de aproximação, além de entreter o público.

E na onda do entretenimento, in-game-advertising também faz
parte dos pontos de contato de Obama. Ele está chamando para o
early voting no game de corrida do X-box, Burnout Paradise.
O painel é claro e chamativo, e este approach é uma tendência cada vez mais forte no marketing digital.

Falando de painéis, lembro de posters e arte. Artistas têm cumprido seu papel em espalhar a mensagem de Obama também, inspirados em seu discurso e suas atitudes.
As peças são lindas e têm força, independentemente de uma vitória nas urnas. São eternas por estarem calçadas nos valores do candidato.

Esta obra de Lou Stovall me chamou a atenção, não apenas pela beleza estética e distanciamento de uma imagem literal do candidato, mas pelo ideal que inspirou sua criação.
“I want to end the mindset that got us into war in the first place”  foi a frase de Obama. Isso vai além de uma promessa, além de uma tática. É um pensamento estratégico de se encontrar a raiz do problema para destruí-lo.

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cross-media politics: wearing obama everyday

Minha proposta não é só vestir meu candidato. Mas ser um veículo que leve boas intenções e atitudes, seja qual for o tema. Boas causas devem ser espalhadas.

Aqui tem bolsa, bótons, alpargatas, crackers, e uma idéia de estampa para camiseta, mostrando mulheres na política – poucas, mas fazem a diferença.

E para completar, que tal uma camiseta Narciso Rodriguez ou uma bolsa Marc Jacobs pró Obama? (à venda no site do candidato)

Na Etsy, além das camisetas, brincos, colares e até gravatas fazem alusão (e dão uma forcinha) ao candidato

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Wearing Obama Everyday – um não viral que podia ser um viral

Acesse o blog http://wearingobamaeveryday.wordpress.com/ e veja por você mesmo. 

O que poderia ser um viral é na verdade uma promessa, ou uma movimentação solo e genuína por Obama. Esta americana, mãe de um filho pequeno, casada, moradora de uma pequena cidade de Ohio, justifica sua atitude assim:

“Why the T-shirts?

I feel motivated to do something, to make a statement, to advocate for Barack Obama, and I don’t want to miss a single day. There are 60 days left and I will be proudly wearing an Obama shirt each and every day, no matter what I’m doing, or where I am going.

How can I help?

  1. Check in at the blog each day.
  2. Join the movement…order your own t-shirts and wear them proudly! Post your photos in the comments section.
  3. Send me new t-shirts. I will post a link to the source of each t-shirt I wear, so others can order them too. This blog is a great opportunity to show off your design!”

E esta ação, ainda que não tenha sido pensada de forma “marketeira”, ajuda a completar os 360 graus de abrangência da campanha pró-Obama.

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