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index: the lipstick economy, right here

Saiu na revista TPM, mas vale repeteco por aqui neste tema.
É o surgimento do Beleza Natural, um quase movimento de resistência – indo bastante em linha com o que a marca Dove propõe, inclusive, do conceito da Real Beleza – contra os alisamentos de cabelos crespos.

A sua especialidade é em cachos, e com isso, consegue atender 60 mil clientes por mês!

Foto da matéria na TPM

Foto da matéria na TPM

Fundado em 93 por Zica, o salão não trabalha com nenhum tipo de alisamento, ao contrário, tem como objetivo realçar os cachos de suas clientes.

Zica é a inventora de uma fórmula secreta, que nasceu da mistura de vários alisantes para domar seus próprios cabelos. Quando chegou ao resultado que queria, já não tinha ideia do caminho percorrido, e recorreu a um químico para desvendá-lo.

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Com isso, tornou-se empresária. Começou no subúrbio do Rio de Janeiro e hoje já migrou para a Zona Sul. Comanda 800 funcionários em 8 unidades. Cada uma atendendo até mil pessoas em um único dia!

O tratamento segue um esquema fast-food: a cliente paga antes (R$100), na entrada, e a produção é feita em série, tendo que trocar de cadeira para passar por cada etapa do processo.

A crise? Nem arrepiou os cabelos! A previsão de crescimento para 2009 é de 35%

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Filed under no comportamento, no consumo

index: the lipstick economy

lipstick

A realidade é que a dura crise mundial realmente não afetou a indústria da beleza, segundo todo e qualquer noticiário. Ao contrário, as vendas subiram e as empresas estão contratando.

Talvez aí esteja outra dica, a de um target que, faça chuva ou faça sol, quer sair bem na foto: mulheres.

Elas podem deixar de ir ao cabeleireiro e fazer as unhas na manicure, mas não vão parar de comprar os produtos e desleixar. A aparência ajuda a manter a auto-estima e até a garantir o emprego!

Além disso, como são produtos com valores baixos e de alto consumo, a compra normalmente é feita à vista e com dinheiro, o que não bate de frente com a restrição de crédito.

Com os olhos abertos para isso, muitas empresas estão mantendo seu foco na inovação de produtos.

econsciousmarket.com
econsciousmarket.com

Ingredientes naturais, uso da biotecnologia para obter cosméticos “vivos”, e muitos outros complementos e técnicas estão fazendo a diferença e prometem trazer novidades cada vez mais rápido, além de ótimos resultados.

Pode ser leviano, mas sabendo de tudo isso, dá vontade de sair dizendo “Crise? Que crise? Passe um batom e sorria” .

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Filed under no comportamento, no consumo

micro-trends: how to start a conversation

O começo da conversa com seus prospects é um dos grandes desafios para as marcas da atualidade. No meio de tanta opção, tanta crise e tanta gente falando ao mesmo tempo, para quem o consumidor vai olhar? Com quem ele vai dialogar? 

Simon Graj, CEO da consultoria Graj+Gustavsen, nos ajuda a responder esta questão quando diz que as empresas e lojas devem “ajudar as pessoas a ir sem medo em direção ao futuro – e se divertir fazendo isso”

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E se a ajuda e o diálogo são a chave do novo marketing, o arquiteto John Morefield de Seattle está para se transformar no símbolo e no exemplo máximo deste novo momento. O momento do marketing da conversa e da aproximação.

Desempregado, o arquiteto de 27 anos leva sua barraquinha, sua cara, sua coragem e toda a sua experiência para mercados de rua americanos (como o Ballard Sunday Market) com o objetivo de iniciar conversar com seus prospects. Sua estratégia? Oferecer uma breve consultoria, a partir de perguntas de todos os tipos, por apenas 5 centavos de dolar.

De centavo em centavo ele não consegue juntar o suficiente para pagar suas contas, mas faz seu marketing, de forma barata e envolvente, aproximando com isso novos e reais clientes.

Vale a pena ver, e pensar sobre como você ou sua empresa começam a conversa com seus clientes:

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Filed under no marketing

icelandic sagas: proposals for change

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Um workshop desenvolvido entre os dias 12 e 19 de outubro do ano passado pela cantora Bjork, o site Nattura.info, a Universidade de Reykjavik e The Centre of Innovation, levantou as oito principais propostas para a mudança do país em torno de um desenvolvimento sustentável. Nos workshops, centenas de experts, entre eles acadêmicos, investidores e designers industriais, representantes das agências regionais de negócios, organizaçnoes profissionais, sociedades do conhecimento, trabalhando para levantar idéias e outras atividades inovadoras, relacionadas ao crescimento sustentável e à diversidade.

Os participantes foram distribuidos em oito mesas: da saúde, da tecnologia, da educação, do turismo, do design, da comida, da biotecnologia e da energia. E novas mesas relacionadas, por exemplo à cultura, a arte, aos negócios e aos assuntos políticos deverão ser formadas. 

A primeira conclusão deste trabalho foi compreender quantas pessoas estão prontas para colocar todos os seus esforços e trocar conhecimento e visão, contribuindo para a diversidade e a evolução sustentável da Islândia. A idéia, então, é fortalecer a necessidade da troca de experiências, criando e abrindo databases de conhecimento e idéias, e tornando-os mais acessíveis. Boas idéias não vivem por si só, elas precisam alguém que as escute, as receba e as administre.

A segunda conclusão foi a importância de olhar o país como um todo, levando em consideração a auto-suficiência, e  sua capacidade de ser sustentável economica, social e ambientalmente. O ponto aqui é estruturar pequenos clusters, onde os grupos e idéias tem poder para se desenvolverem. Ao mesmo tempo, é necessário potencializar a conexão entre a infra-estrutura doméstica e mercados externos, àreas do conhecimento e mercados.

A terceira é avaliar com responsabilidade os efeitos de indústrias pesadas no futuro cultural e ambiental da Islândia. Para que não sejam feitos erros neste sentido.

A história atual da Islândia pode ser vista, então, como um balão de ensaio para as empresas e para a busca de soluções em momentos de crise: observar criativamente e sustentavelmente seus negócios, para além das questões financeiras, é uma ótima saída. E se esta saída pode recuperar países, por que não recuperar empresas? Por que não buscar olhar a empresa como um todo, e todos os seus agentes, e entender suas capacidades, melhorando a colaboração e a cooperação entre eles, potencializando esforços e eliminando processos que afastam áreas e pessoas? Por que não olhar para os reais diferenciais da empresa, os diferenciais intrinsecos a seus produtos e suas histórias, e desenvolvê-los, e mostra-los genuinamente para o mundo? 

Ainda vamos acompanhar como a Islândia consegue, com estas propostas de mudança, ultrapassar a difícil fase da quebradeira financeira. Ainda tem muito chão pela frente, mas tenho certeza que veremos a originalidade daquela terra aflorar, e fortalecer a conexão entre seus indivíduos e dos mesmos com o mundo, como um grande ensinamento para todos nós.

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icelandic sagas: a solução está nas pequenas coisas

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Em um país pequeno, são as pequenas coisas que podem ajudar a mudar o seu rumo. E na liderança desta mudança, a cantora Bjork tem se transformado na portavoz da inovação e no pensamento criativo, a fim de encontrar caminhos para a diversidade econômica da Islândia.

Com suas próprias palavras: “A Islândia pode ser mais autosuficiente e mais criativa, com um olhar mais século XXI do que século XIX” “Podemos usar esta crise econômica para nos tornarmos sustentáveis, e ensinar o mundo tudo o que sabemos a respeito da energia geotermal (uma das grandes riquezas do país)”

“Talvez leve tempo para que este novo momento comece a dar lucros. Mas devemos criar algo sólido e estável, e algo que se sustenea de forma independente de Wall Street e da volatilidade do preço do alumínio. E isso, então, ajudará a Islândia a fazer o seu melhor – sendo uma maravilhosa e imprevisível força da natureza”

Para levar suas idéias adiante, Bjork tomou dois passos importantes:

1. reuniu as mais proeminentes mentes de seu país em torno de mesas de discussão e workshops a fim de levantar idéias e soluções nas mais diversas áreas (das ciências e das artes), propondo por um lado a melhor exploração de seus recursos naturais, transformando-se em um país verde, e, por outro, a união de artistas, empresários e artesãos para desenvolver de forma profissional aquilo que eles tem de melhor e mais típico.  

2. lançou um fundo de investimento chamado BJÖRK, comandando pelo Audur Capital, com o objetivo de buscar investidores que buscam novas oportunidades e desenvolvimentos de novos negócios em pequenas companhias, a fim de dar um impulso na recuperação econômica do país. O fundo, que tem data para se encerrar (já agora em março) vai investir em em negócios sustentáveis, que criam valor através dos recursos únicos da ilha, sua natureza espetacular, uma cultura vibrante e recursos energéticos verdes.

Na mira dos novos projetos está, por exemplo, a tradição islandesa de casacos de lã, com os típicos desenhos e a incrível lã de suas ovelhas (um dos únicos animais que se deu bem em um país com uma geografia e um clima tão únicos): o Lopi Sweater. Com a ajuda dos workshops e de designers locais, além dos centros de difusão de cultura, serão formados grupos de artesãos para levar adiante, e para o mundo, a tradição da ilha. 

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crafting the crisis: retornando ao arts and crafts

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Com a economia mundial, da forma tradicional como a conhecemos, se ruindo, indivíduos e grupos se movem na busca de saídas para a crise buscando potencializar aquilo que se pode fazer com as próprias mãos e por conta própria.

Crise econômica X Crise criativa Solucão Criativa

Já há algum tempo o “handmade”, o artesanato, o “arts and crafts” vem ganhando espaço e prestígio, em contraposição a tudo aquilo que é industrializado e massificado. Já falamos aqui sobre a busca da individualidade através da compra de produtos adaptáveis a seu gosto, da tentativa de customização em massa. Inclui-se aqui a apreciação de bens produzidos de forma responsável, por indivíduos com idéais próprios e a busca por um caminho sustentável de vida.

Com a crise que mexe com os fundamentos das indústrias e deixa pessoas sem emprego, os mercados de “handmade objects”, de artistas e cooperativas ganham importância, impulsionados por outro lado pela capacidade de venda global proporcionada pela internet.   

Um dos primeiros mercados online de artistas e artesãos a se firmar na internet foi o americano Etsy, que logo abriu as portas para pessoas de todas as partes do globo não só divulgarem como venderem aquilo que fazem.

etsy_home

Como funciona?

Cada artista monta sua loja na Etsy, pagando um fee básico de 20 centavos por cada item publicado e 3,5% sobre cada venda. Os pagamentos e recebimentos se dão através de um cartão de crédito válido, simplificando todo o processo. O vendedor é responsável pelo despacho da mercadoria.

Curiosidade

O ticket médio varia entre 15 e 20 dólares, sendo a maioria das transações feitas por mulheres

Não são aceitos produtos industriais, como fica bem explícito nesta página

etsy_howtosell

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Filed under nas artes, no comportamento, no consumo

crafting the crisis

board_craft

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Filed under na tecnologia, nas artes, no comportamento