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mismatched as business

Em algum momento alguém saiu de casa com os pares de sapatos trocados, ou com as meias que não combinavam, ou com os cadarços de cores diferentes.

E parecia acidental.

Depois, alguém achou que isso era divertido, e começou a inverter as coisas de forma proposital.

O proposital chamou a atenção, e virou produto para além de uma mera coincidência.

Nike Terminator Highs para a loja japonesa Swagger)

E para curar o mal do desaparecimento de meias, a Thorx trouxe a solução: um trio de meias ao invés de um par

Para bagunçar de vez, lojas inteiras foram criadas em cima deste conceito, oferecendo pares e trios de meias, luvas e cadarços desconectadamente divertidos (LittleMissMatched e MismatchStore)

E para aproveitar os pares perdidos, o site DoTheGreenThing criou o projeto onde luvas abandonadas viram novos pares e aquecem a mão de gente por aí

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green now: eco shopping by ebay

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A iniciativa do ebay através do seu WorldofGood, não só facilita a venda de produtos socialmente responsáveis, como também ajuda a divulgar iniciativas do gênero. O interessante é que a forma de comprar continua sendo a de leilão, mas os produtos podem ser selecionados por suas Goodprints, através de categorias como People Positive (Economic Empowerment, Preserving Tradition, Self-Empowerment, Quality of Life, Education), Eco Positive (Eco-friendly Production, Environmental Conservation, Energy Conservation, Life-Cycle Engineering, Education), Animal Friendly (Animal Welfare, Species Preservation) e Supports a Cause

Cada produto selecionado tem uma ficha que indica o tipo de goodprint que ele tem, ajudando na decisão do comprador e reforçando seus benefícios sustentáveis.

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Assim, fica mais fácil suportar uma causa, entender o que é sustentabilidade e participar de uma corrente positiva de compra.

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green now: do the green thing

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A Internet vem representando um importante papel na hora de ajudar os indivíduos a se tornarem mais verdes/mais sustentáveis. Dos artigos sobre sustentabilidade, passando pelos sites de produtos verdes e chegando finalmente às comunidades e redes sociais, os usuários encontram muita informação e muito incentivo para iniciar o percurso no caminho verde da força.

Do The Green Thing

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O simpaticíssimo site Do The Green Thing cria uma rede inspiracional, através de vídeos e depoimentos que abordam 7 maneiras de se tornar mais verde: “walk the walk” (ande mais), “stay grounded” (deixe os aviões de lado), “all-consuming” (use o máximo de tudo), “easy on the meat” (reduza a quantidade de carne que você come), “human heat” (deixe os aquecedores de lado e aqueça-se com alguém), “plug out” (desligue) e “stick with what you got” (fique com o que você já tem, não ceda à pressão do novo). 

Um banco de reciclagem

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O Recycle Bank, por sua vez, já toca diretamente no bolso dos consumidores e cria um banco de reciclagem onde a cada libra de produto reciclado ganha-se um cupom que pode ser usado na troca de prêmios e produtos. Incentiva a reciclagem e a atenção ao meio ambiente através de uma forma bem prática. Todos, no fundo, viram vendedores do seu próprio lixo.

Consumo local como caminho para a sustentabilidade

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Muitos sites pipocaram no ano passado com a idéia de nos guiar pelo mundo dos produtos verdes, certificados ou feitos por comunidades locais. No site GreenGuide, patrocinado pela National Geographic, o consumidor encontra dicas para comprar produtos locais e verdes. São Paulo aparece na lista ainda sem produtos indicados – mas como o objetivo do site é ser uma rede de indicações feitos pelas próprias comunidades locais, pode ser que em breve tenhamos umas boas dicas para seguir.

Alguns outros sites do gênero: Greener Choices , InhabitatShop e FairTrade Foundation

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green now: pib verde

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A discussão sobre a sustentabilidade e a dita economia verde vem ganhando corpo em paralelo com esta que está sendo chamada de “a maior crise econômica da história”. Nos últimos dias, por conta de um encontro mundial, muito tem se falado sobre a implementação de um PIB Verde, uma forma de análise dos produtos de um país que inclui também seus recursos naturais e suas variáveis sociais, criando uma ferramenta muito mais completa do que a do PIB .

Resumindo, o PIB Verde é um índice de crescimento econômico que leva em consideração o impacto do crescimento no meio ambiente.

“É uma falta de inteligência pensar que maximizar o lucro de uma forma exponencial sem fim e continuar gerando toda a depredação do meio ambiente, os problemas sociais, a distribuição de renda, não vai interferir diretamente na sociedade”, avalia José Roberto Kassai, professor da FIPECAFI, que juntamente com Nelson Carvalho, elaborou o estudo intitulado Balanço das Nações que pretende ser uma forma de analisar o PIB Verde.

A pergunta que fazemos é: se o verde e as repercussões do desenvolvimento no meio ambiente virarem moeda corrente para a avaliação do crescimento de um País e, consequentemente, da sua capacidade de receber investimentos externos e todos os demais impactos econômicos que o índice pode causar, as corporações e governos finalmente abraçarão, para além do marketing, o “verde” e a sustentabilidade como coração de suas missões?

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green now: sustaintability beyond the trend

board_green3Muito  se fala sobre sustentabilidade e, para muito além de uma tendência (uma macro-tendência, diga-se de passagem), os seus preceitos já vem sendo aplicados por indivíduos e empresas. A grande questão que fica, no entanto, é até que ponto ser sustentável está apenas no conceito e nas palavras de ordem do marketing ou está efetivamente virando prática corrente?

Vamos a alguns conceitos explorados durante o painel Recconect da PSFK Conference realizada no início de abril em Nova York:

“Sustentabilidade é uma jornada, não um destino”

” A idéia de sustentabilidade está relacionada ao desafio de como usar menos e melhor”

“A sustentabilidade nos desafia a comprar de forma mais inteligente”

“Como estabelecer uma verdadeira conexão com você mesmo, com o mundo e com os seus vizinhos”

A loja GreenDepot, recém inaugurada na cidade deixa bem clara sua visão do “ser verde”

– na qualidade do ar (todos merecemos respirar bem e de forma a proteger o nosso bem-estar)

– na conservação (escolhas inteligentes podem proteger recursos naturais sem comprometer nosso estilo de vida)

– na responsabilidade (como e onde os produtos são feitos afeta todos nós)

– na energia (uma casa energeticamente eficiente é confortável e financeiramente viável no longo prato)

– no local (recursos locais conservam energia e incentivam a economia local)

Ao longo desta semana vamos explorar alguns exemplos que começam a ajudar os indivíduos a colocarem em prática a sua idéia de sustentabilidade

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icelandic sagas: proposals for change

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Um workshop desenvolvido entre os dias 12 e 19 de outubro do ano passado pela cantora Bjork, o site Nattura.info, a Universidade de Reykjavik e The Centre of Innovation, levantou as oito principais propostas para a mudança do país em torno de um desenvolvimento sustentável. Nos workshops, centenas de experts, entre eles acadêmicos, investidores e designers industriais, representantes das agências regionais de negócios, organizaçnoes profissionais, sociedades do conhecimento, trabalhando para levantar idéias e outras atividades inovadoras, relacionadas ao crescimento sustentável e à diversidade.

Os participantes foram distribuidos em oito mesas: da saúde, da tecnologia, da educação, do turismo, do design, da comida, da biotecnologia e da energia. E novas mesas relacionadas, por exemplo à cultura, a arte, aos negócios e aos assuntos políticos deverão ser formadas. 

A primeira conclusão deste trabalho foi compreender quantas pessoas estão prontas para colocar todos os seus esforços e trocar conhecimento e visão, contribuindo para a diversidade e a evolução sustentável da Islândia. A idéia, então, é fortalecer a necessidade da troca de experiências, criando e abrindo databases de conhecimento e idéias, e tornando-os mais acessíveis. Boas idéias não vivem por si só, elas precisam alguém que as escute, as receba e as administre.

A segunda conclusão foi a importância de olhar o país como um todo, levando em consideração a auto-suficiência, e  sua capacidade de ser sustentável economica, social e ambientalmente. O ponto aqui é estruturar pequenos clusters, onde os grupos e idéias tem poder para se desenvolverem. Ao mesmo tempo, é necessário potencializar a conexão entre a infra-estrutura doméstica e mercados externos, àreas do conhecimento e mercados.

A terceira é avaliar com responsabilidade os efeitos de indústrias pesadas no futuro cultural e ambiental da Islândia. Para que não sejam feitos erros neste sentido.

A história atual da Islândia pode ser vista, então, como um balão de ensaio para as empresas e para a busca de soluções em momentos de crise: observar criativamente e sustentavelmente seus negócios, para além das questões financeiras, é uma ótima saída. E se esta saída pode recuperar países, por que não recuperar empresas? Por que não buscar olhar a empresa como um todo, e todos os seus agentes, e entender suas capacidades, melhorando a colaboração e a cooperação entre eles, potencializando esforços e eliminando processos que afastam áreas e pessoas? Por que não olhar para os reais diferenciais da empresa, os diferenciais intrinsecos a seus produtos e suas histórias, e desenvolvê-los, e mostra-los genuinamente para o mundo? 

Ainda vamos acompanhar como a Islândia consegue, com estas propostas de mudança, ultrapassar a difícil fase da quebradeira financeira. Ainda tem muito chão pela frente, mas tenho certeza que veremos a originalidade daquela terra aflorar, e fortalecer a conexão entre seus indivíduos e dos mesmos com o mundo, como um grande ensinamento para todos nós.

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