September 8, 2009

slow fashion: it’s is NICE

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Há algum tempo eu tenho prestado muita atenção nos países nórdicos, especialmente na Suécia, e também na Coréia do Sul, especificamente em Seul. Para mim são hoje os dois grandes polos de grande criatividade, terras distantes que despontam como grandes fomentadores da cultura, do design e da inovação.

Hoje, portanto, lendo um artigo do Wall Street Journal, vejo que os escandinavos sairam novamente na frente, lançando de forma oficial e conjunta o movimento intitulado NICE ou the Nordic Initiative Clean & Ethical, que pretende promover os países escandinavos como líderes de uma indústria de moda sustentável e ética.

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O site da associação de moda dos países nórdicos explica o projeto

“Em um tempo onde a Responsabilidade Social Corporativa e a sustentabilidade estão se tornando cada vez mais uma parte natural da prática cotidiana das empresas, é inevitável que a indústria da moda também se engaje e entre em ação.”

Mais do que buscar procedimentos mais sustentáveis dentro do que já existe, os designers e marcas escandinavos estão buscando verdadeiras alternativas para mostrar que a moda, seja por seus processos produtivos, seja pelo o uso de materiais nocivos, pode ser mais verde e mais “legal” do que é hoje. O estilista Aage Sivertsen, por exemplo, pretende trazer para a próxima coleção da marca norueguesa de “eco-lux” FIN, um tecido parecido com uma gaze cuja fabricação é baseada 100% em proteínas do leite, o que ajuda a livrar a terra dos pesticidas nocivos utilizados para o cultivo do algodão.

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“O que nós temos em comum entre os países nórdicos é o princípio básico de agir de forma legal”, reforça Eva Kruse, CEO do Danish Fashion Institute, um dos parceiros do projeto. “Ser legal está no centro da nossa cultura. Desta forma, não é de se estranhar que tomemos para nós a liderança deste movimento”

A pergunta que fica, no entanto, conforme aponta a reportagem, é até que ponto as pessoas estão dispostas a pagarem mais para ter menos, já que o desenvolvimento de práticas sustentáveis e a buca de alternativas menos nocivas para o meio ambiente dependem de um intenso investimento.

September 1, 2009

micro-trends: youtube band and remix generation

Já falamos sobre este tema aqui, exatamente com este título. Mas como as tendências, ainda que micro, nunca vêm isoladas, elas sempre merecem ser revistas e “enriquecidas”.

Eis que ontem, navegando por aí, encontro o genial projeto colaborativo Bb 2.0 criado pelo músico Darren Solomon e desenvolvido com a contribuição de usuários e convidados.Cada um deles foi instruído a publicar um vídeo no YouTube seguindo as instruções dadas para que, juntos, os vídeos fizessem uma composição equilibrada – já que a ideia só se completa quando o usuário, o curioso, o “dj de youtube” mixa os vídeos publicados, dando play, escolhendo o momento de entrada de cada “instrumento” e controlando o volume de cada um.

Como a imagem abaixo é só para ilustrar, veja o projeto em ação clicando aqui

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E veja aqui o outro post sobre o assunto

August 31, 2009

how to: creativity solve/sell everything?

ART & COPY é um filme sobre propaganda e inspiração, dirigido por Doug Pray, que analisa o caminho e os impactos provocados por alguns do grandes criativos de nosso tempo. O mais interessante, no entanto, é que ele acaba levantando questões fundamentais sobre criatividade como “o que faz uma pessoa ser criativa” e “a criatividade realmente é capaz de resolver e/ou vender tudo?”

E o que eu me pergunto é se não poderíamos ser mais criativos se olhassemos mais para a vida e menos para as referências das referências, e para os prêmios, e para os anuários. Mais para o que acontece nas ruas do que para o que se desenrola (ou se enrola) nas salas de reunião. Mais para o que pensam as pessoas em cada esquina do que dizem as pesquisas encomendadas. Mais para o mar, o céu, o cinema e as artes. É preciso de mais do que a própria propaganda para se manter a chama da inspiração acesa. Porque depois da propaganda, a criatividade que sobra deve servir para algo mais. E neste ponto é delicioso ver o contraponto entre os personagens do filme Art&Copy e do tão divulgado Lemonade, que mostra o quanto devemos e podemos ser criativos para além dos suportes da mídia e da comunicação, e como os publicitários de ontem podem ser bons pais, mães, documentaristas, professores de yoga, tostadores de café de amanhã.