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freeconomics: solução para a crise

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Num mundo onde o dinheiro rodou levianamente, uma economia que prevê outras moedas de troca acaba sendo uma luz no fim do túnel para diversas indústrias.

Em Hollywood, quem diria, estratégias “Freeconomics” têm sido providenciais. Um exemplo é a proposta que a agência de talentos William Morris, que representa Russell Crowe, Denzel Washington e outros grandes figurões, fez para o YouTube: seus artistas arrecadariam uma participação na receita gerada por seus vídeos exibidos no site, através de publicidade, claro.
Segundo eles, isso inclusive faria com que marcas quisessem patrocinar o site, aumentando portanto a receita publicitária no geral.

No geral, em períodos de crise, as pessoas realmente procuram alternativas de entretenimento. E o que parece caro, como os videogames, mostra-se bastante acessível dentro do conceito de um Free World.

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O número de acessos a sites de jogos online gratuitos cresceu 27% nos EUA em 2008. Até o fim de dezembro 86 milhões de pessoas procuraram por esta opção de lazer – e estamos falando dos sites gratuitos.

Está realmente aumentando o que consultoria de tendências The Future Lab chamou de Freesumerism, ou, consumismo do gratuito. São as operadoras dando o celular em troca de uma assinatura de contrato, ou uma Ikea criando uma linha de balsa gratuita entre Manhattan e Brooklyn, onde está sua loja, apenas para ganhar a simpatia do consumidor (seu uso não está vinculado a compra alguma!), e reedições da amostra grátis: ou o que mostramos semana passada aqui, o tryvertising, consequência direta de uma economia de troca.

Vale pensar quanto se está pagando para ter o que quer. O mundo já está mudando, e rápido demais.

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Filed under no consumo, no mundo

recycling recreating: do it yourself

Seja pelos excessos que nos cercam hoje, ou pela necessidade de mudança com pouca verba, fato é: dar novas funções a objetos não é apenas uma tendência, já é praticamente um estilo de vida.

E como fazer isso sair dos nichos e das nossas casas e passar a influenciar grandes empresas e suas grandes produções?

Imagine ter gerentes de produto criativos, verdadeiros “aproveitadores de matéria”, que em vez de investir milhões em campanhas para vender produtos encalhados e assim conseguir verba para reinvestir em novas invenções, simplesmente retiram do mercado o que não tem mais uso e reinventam, com base na opinião de seus consumidores? Basta ver quanta customização de produtos de massa existem agora para saber que há um potencial criativo enorme em torno de matéria “obsoleta”.

Imagine repensar as embalages, como fez o Mr. Heineken em plena década de 60, criando uma garrafa de cerveja que serviria também como um substituto para o tijolo? 

Esta “tendência” caminha em uma linha semelhante à da mass customization, mas entregando na mão dos consumidores a maior responsabilidade: recriar. Nada está pronto (como na mass customization, onde padrões e cores já estão pré-selecionados) mas tudo está a ponto de poder ser reinventado. A idéia é que o consumidor não se contente com o que a empresa X ou Y oferece, adaptando aquele produto às suas exatas necessidades. O movimento é também de quase de reciclagem do próprio consumo, transformando o que talvez fosse para o lixo em novos, vendáveis e usáveis produtos.

E aqui temos os dois casos. Recriando e Reciclando.

O primeiro, de um “hacker” de produtos da Ikea, que convida outros consumidores a mostrarem suas propostas para customização ou “remodalagem” dos produtos da Ikea, transformando uma porta em mesa, um prato em relógio, uma luminária em suporte para microfone e luminárias de mesa em luminária de teto. 

O segundo, mostra a idéia do designer inglês Dave Stovell que transformou jornais não lidos em uma coleção de móveis. O que ele percebeu foi que muitos jornais permaneciam fechados, sem nunca sequer terem sido vendidos/lidos. Ou seja, aquilo que tinha um valor cultural e econômico em um dia, como uma fonte de informação, no outro não passava de um monte de velhas notícias, com nada de valor. 

A coleção que apresenta cadeiras, bancos e mesas, pode ser reciclada depois, no final de suas vidas úteis.

Então, recriando ou reciclando, faça alguma coisa!

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