slow fashion: it’s is NICE

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Há algum tempo eu tenho prestado muita atenção nos países nórdicos, especialmente na Suécia, e também na Coréia do Sul, especificamente em Seul. Para mim são hoje os dois grandes polos de grande criatividade, terras distantes que despontam como grandes fomentadores da cultura, do design e da inovação.

Hoje, portanto, lendo um artigo do Wall Street Journal, vejo que os escandinavos sairam novamente na frente, lançando de forma oficial e conjunta o movimento intitulado NICE ou the Nordic Initiative Clean & Ethical, que pretende promover os países escandinavos como líderes de uma indústria de moda sustentável e ética.

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O site da associação de moda dos países nórdicos explica o projeto

“Em um tempo onde a Responsabilidade Social Corporativa e a sustentabilidade estão se tornando cada vez mais uma parte natural da prática cotidiana das empresas, é inevitável que a indústria da moda também se engaje e entre em ação.”

Mais do que buscar procedimentos mais sustentáveis dentro do que já existe, os designers e marcas escandinavos estão buscando verdadeiras alternativas para mostrar que a moda, seja por seus processos produtivos, seja pelo o uso de materiais nocivos, pode ser mais verde e mais “legal” do que é hoje. O estilista Aage Sivertsen, por exemplo, pretende trazer para a próxima coleção da marca norueguesa de “eco-lux” FIN, um tecido parecido com uma gaze cuja fabricação é baseada 100% em proteínas do leite, o que ajuda a livrar a terra dos pesticidas nocivos utilizados para o cultivo do algodão.

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“O que nós temos em comum entre os países nórdicos é o princípio básico de agir de forma legal”, reforça Eva Kruse, CEO do Danish Fashion Institute, um dos parceiros do projeto. “Ser legal está no centro da nossa cultura. Desta forma, não é de se estranhar que tomemos para nós a liderança deste movimento”

A pergunta que fica, no entanto, conforme aponta a reportagem, é até que ponto as pessoas estão dispostas a pagarem mais para ter menos, já que o desenvolvimento de práticas sustentáveis e a buca de alternativas menos nocivas para o meio ambiente dependem de um intenso investimento.

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Filed under na moda, na sustentabilidade

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