passeatas digitais: digital activism

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Não precisa ir muito longe para ver que o ativismo conquistou de vez o ambiente digital. Ainda que existam muitos críticos deste modelo de participação social, fato é que ela rende assunto e, muitas vezes, transformações efetivas na situação política ou social. A manifestação na rede pela saída de Sarney do Senado é uma das maiores demonstrações de força do novo modelo. Se em 1992 saímos para as ruas (um pouco por farra, um pouco por convicção) pedindo a saída de Collor da presidência, 17 anos depois vemos as comunidade digital se agitar em torno desse novo fórum.

Em uma entrevista ao Link do Estadão no início do mês de julho, Marcelo Tas, um grande apoiador destas manifestações, foi questionado se elas tinha tido realmente um sucesso, “ainda que tenham ficado só na rede e poucos tenham comparecido de fato aos locais marcados pra manifestação?”

E a resposta de Tas discute a questão entre a participação analógica e a digital: “Esse é o jeito analógico de pensar. Quando você fala que o pessoal não compareceu, está se baseando em algo como as Diretas Já, né? Mas nas Diretas demorou um ano e meio pra botar 300 mil pessoas na rua. O #ForaSarney em uma semana mobilizou, saiu matéria em tudo quanto é jornal, e já decretam que foi um fracasso. Se estão criticando as pessoas que foram, quem está errado? Quem foi ou quem não foi? Vi um monte de nerds, em alguns lugares como o Amapá, foram 50 pessoas. Acho isso incrível, primeiro porque o Amapá foi o lugar onde foi eleito o Sarney. E aí as pessoas acham que foi um fracasso. O que me interessa é que tem gente colocando pra fora sua indignação. Jovens que sempre foram tratados como alienados, que “só ficam sentados no computador”, quando tiram a bunda do computador são criticados porque são poucos?”

E então, por que chamar de passeatas se as pessoas não saem às ruas? Porque esta é a nova forma de colocar a boca no trombone, de reclamar, de passar adiante e de participar. Se esta é a nova forma de namorar, arrumar emprego, brigar , por que não seria a nova forma de protestar?

sarney

Proteste aqui

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1 Comment

Filed under na educação, no comportamento

One response to “passeatas digitais: digital activism

  1. Muito legal essa matéria sobre passeatas digitais!

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