slow fashion: reUse

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A moda talvez seja aquela que mais afeta nossos impulsos consumistas, e até por isso é ela que ao longo dos tempos vem influenciando outros ramos e outras indústrias, tornando-as mais sazonais do que necessário. Geladeiras com estampas feitas por estilistas (como no projeto de Adriana Barra para a MiCasa) são um grande exemplo disso.

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O slow fashion é um movimento impulsionado pela crise e pelas preocupações ecológicas (como muitas das tendências sobre as quais já falamos) e faz com que as pessoas repensem, recriem e reusem as suas roupas, dando mais valor para aquilo que é feito para durar e que pode ser usado por mais de uma estação. Mas estes são apenas alguns aspectos desta tendência.

Um dos líderes deste movimento é o site de venda de roupas Adili.com, focado em produtos que são “trans-seasonals” e que são feitos para manter, especialmente com materiais orgânicos, reciclados ou provenientes de fair trades (mercados sociais).

Segundo o CEO da Adili, Adam Smith, o slow fashion “É uma nova mentalidade, que envolve o pensamento sobre a durabilidade e a compra de algo que não dura apenas uma estação, tornando-se fora de moda logo após os próximos desfiles”.

Uma outra visão do slow fashion – O Luxo Modesto

Em janeiro deste ano, a editora de negócios do portal WGSN Angela Rumsey, anunciou a idéia de “luxo modesto”. Segundo ela, “é um conceito que vem de um trabalho que temos feito em Tóquio recentemente. Os japoneses chamam esse princípio de “IKI” e ele explora a beleza calma que estimula uma visão mais intelectual do design. O luxo modesto é perfeito para a mulher que não fica mais cega diante dos excessos. É aceitar a beleza da diversidade, do que é único e não produzido em massa. A ostentação cederá espaço para a qualidade de um design sensível”.

O slow fashion também permeia e incentiva ações como as swap parties (renovando o armário atravees de roupas que já foram compradas por alguém) e pesquisas para o desenvolvimento de roupas menos agressivas ao meio ambiente (com materiais orgânicos e formas sustentáveis e responsáveis de produção).

No entanto, toda a indústria da moda e tudo aquilo que gira em torno dela, como as edições especializadas e as organizações de desfiles e afins, deveria também reforçar estes valores, tornando-os mais palpáveis para os consumidores.

Amanhã, falaremos de cases práticos e de ações de destaque que estão acontecendo aqui e no mundo.

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Filed under na moda, na sustentabilidade

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