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Há nove anos atrás, quando a Argentina se viu assolada pela crise (a dos panelaços e dos patacones) um dado me chamou muito a atenção: a venda de livros tinha aumentado absurdamente no país. Se não tinham mais o que fazer, se não tinham com o que se distrair, os argentinos liam. A leitura faz parte da cesta básica dos argetinos que tem um dos mais altos índices de escolaridade da América do Sul.

Agora, diante da nova crise, os livros também aparecem como item básico da vida dos americanos, especialmente os livros de romance.   Uma das principais editoras deste mundo, a Harlequin Enterprises, apresentou ganhos 32% superiores no último quarter, se comparado com o ano de 2007; e Donna Hayes, a CEO da empresa, deixou claro em reportagem no NYTimes que as vendas continuam fortes neste ano.

Nielsen Bookscan, que analisa 70% das vendas de livros no país, indica que a categoria cresceu 7% se comparado aos últimos quatro anos.

Ler alguma coisa com final feliz é um verdadeiro distanciamento das atuais condições do mercado, mas é curioso ver que as vendas de livros mais ficcionais como de vampiros e outros seres fantásticos também está “explodindo”, segundo o vice presidente da Barnes & Noble, Bob Wietrak.

Os romances também estão atraindo grande parte da atenção do mercado de livros eletrônicos, tendo 3,4% de vendas voltadas para os e-books e afins, enquanto os outros gêneros ficam apenas com 1%.

Então, que leiam histórias com final feliz! Que comam balas! Que passem batons! Até que a crise passe…

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Filed under nas artes, no consumo

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