icelandic sagas: up & down

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Qualquer um sabe que tudo o que sobe, desce. Os praticantes de yoga dizem que o ponto de paz, onde devemos nos concentrar e permanecer, é o do equilíbrio – e não buscar alegria exacerbada, porque este impulso age como uma mola: a força que se faz para atingir o cume, te joga de volta para o fundo, a depressão.

A Islândia subiu, cresceu, estimulada por uma economia de serviços, de geração de oportunidades. Onde todos passaram a ter acesso ao crédito e poder empreender. Seus bancos eram considerados “sistêmicos”. Jamais quebrariam.

Com isso, viveram em função destes bancos, abandonando o peixe, por exemplo, seu negócio principal desde o início da história. E, curiosamente, o papel moeda não circulava – era o crédito que fazia o país girar. Dinheiro virtual. Dívidas sendo estimuladas e acumuladas.

Estavam no topo, vivendo como acreditavam que seria a vida, algo que se mostrou, já há alguns meses, ser na verdade um oásis, uma ilusão diante de um mundo em crise financeira. E como todo conto de fadas, chegou ao fim.

A Islândia, após viver o auge, tem medo de retornar às suas raízes e voltar a viver de pesca, por exemplo. Eles eram “cool” há pouco tempo, e acham que explorar o mar será um passo largo para trás. Mas talvez esta seja uma das poucas soluções imediatas.

A outra, é o que eles mesmos dizem: uns ajudarem aos outros. Este espírito de solidariedade tem de existir para que um país inteiro se reaqueça.
Isso nos faz pensar no Brasil, em quantas comunidades e cooperativas existem em pequenas cidades, no Nordeste, e em quanta gente com altíssimo poder aquisitivo vive ao redor dar fazer a menor atenção.

E a profilaxia? Dá pra evitar a quebra?
Não tenho conhecimento financeiro e econômico suficientes para aconselhar aqui.

Mas um amigo me disse outro dia “o segredo para se viver bem é ter um baixo custo fixo de vida“. Ou seja, não pagar um aluguel, um financiamento nem um condomínio caríssimos; não se endividar para comprar um belo carro; não criar hábitos que o façam despender um percentual considerável de sua renda mensal. Com isso, é possível fazer viagens lindas e jantar em bons restaurantes, tomando bons vinhos. Com isso se faz girar capital em torno de diversos negócios.

Talvez repensar estilo de vida faça parte de um conjunto de ações para minimizar os efeitos de uma crise que só está começando.

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Filed under nas ruas, no comportamento, no mundo

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