icelandic sagas: ilha à parte

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“Ilhas são lugares à parte de onde a Europa está ausente” W.H.Auden

As sagas islandesas são seu maior patrimônio e, juntamente com a pesca, delineiam a cara de um país do tamanho de uma cidade média brasileira. Com pouco menos de 320 mil habitantes, a Islândia é hoje um balão de ensaio para o mundo. A sociedade democrátrica, que outrora pobre e dependente em 50% da exportação de peixe tornou-se um dos melhores lugares para viver do mundo, com altíssimo IDH e oportunidade para todos. Mas não existia mágica no que vinha a se tornar mais uma de suas sagas: o crescimento estrondoso do país se deveu quase que exclusivamente à exploração do mercado financeiro, de uma hora para outra, professoras e artistas migraram para um trabalho executivo nos bancos do país, o principal deles, o Landsbanki, com seus principais e mais volumosos aportes no agora finado Lehman Brothers.

A nossa proposta desta semana é de observar a Islândia, não como uma tendência em si, mas como uma revolução a ser observada. Como um país vai à falência, e como ele se recupera, a partir da originalidade, força e união de seu povo. Os exemplos afloram, e não são poucos. E podem servir como um bom espelho para as soluções de uma crise mundial que se aproxima cada vez mais dos cantos mais isolados do mundo.

Uma piada atualmente em circulação diz “What is the difference between Ireland and Iceland? The answer is: one letter, and 6 months” – apontando para o caminho que muitos outros países devem seguir.

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Filed under no comportamento, no mundo

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