freeconomics: cabe em qualquer indústria

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É natural que em época de crise, toda forma de entretenimento mais econômica faça sucesso. Livros, CDs, revistas são alternativas eficazes e felizes para a distração.

Ao mesmo tempo, ouvir que a Amazon bateu seu recorde de faturamento neste mesmo período, deixa qualquer um com a pulga atrás da orelha. Em relação ao ano anterior, seu lucro aumentou 35,5%, tendo em 2008 a melhor venda natalina de toda a sua história.

A Amazon é uma empresa que sempre cria alternativas às formas clássicas de venda. Além de ter em seu estoque mercadoria que atenda à demanda do Long Tail, sugere outros vendedores, promove relações, vende arquivos e downloads, e está trabalhando opções dentro do novo padrão econômico.

É uma empresa que se reinventa e é capaz de acompanhar – e ditar – as mudanças. Por isso, cresce.

Mas conhecendo a indústria na qual atua a Amazon, fica relativamente fácil imaginar que isso possa acontecer.

E quando falamos de viagens de avião? Tem solução? Antigamente só voava quem realmente tinha um alto poder aquisitivo.
Depois houve a fase da banalização, do grande varejo de tíquetes, do surgimento de empresas mais econômicas que não dão comida decente nem espaço para as pernas, mas te levam ao destino por preços melhores – foi quando voar começou a ser uma experiência semelhante a de andar num cargueiro.

Logo mais, os preços começaram a subir novamente. E o conforto e atenção nada aumentaram. Você paga muito por pouco.

Michael O’Leary, fundador da Ryanair, foi um dos precursores do que se chama de “democratização de voar”. Em 2004 ele previu que em uma década as empresas aéreas iriam passar a pagar aos passageiros para que fossem à Europa.

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E como isso seria possível? Segundo O’Leary, deveríamos aprender com a TV aberta, que permite que todos tenham acesso ao seu conteúdo, enquanto o anunciante paga pelo seu acesso.

No avião? Basta pensar na quantidade de produtos possíveis de serem explorados lá dentro, num período onde o gap de atenção do passageiro é mínimo. Fica a idéia.

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Filed under no consumo, no mundo

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