mass customization: quando tudo começou

Há mais de 10 anos se fala sobre mass customization, mas é agora, em 2008, que vemos o assunto efetivamente explodir e chegar às mãos (aos pés, à boca, à casa) do consumidor. Muito dessa maior disseminação se deve ao acesso à tecnologia, e à possibilidade de interface com o consumidor via web – facilitando o processo de solicitação da customização.

O termo “mass customization” foi cunhado pelo escritor Stan Davis em seu livro Future Perfect (de 1987!) mas quem o popularizou foi o também escritor Joe Pine em seu livro Mass Customization – The New Frontier in Business Competition. A customização em massa tem diferentes implicações para diferentes produtos e em diferentes setores. Alguns produtos podem ser “criados” ou customizados no ponto de venda (“post-production customization”) enquanto outros produtos podem ser adaptados ao usuário, como acontece, por exemplo, nos sistemas de inteligência que adaptam carros ao modo de dirigir do motorista (“adaptive customzation”).

Em um mundo onde o termo 2.0 está quase ultrapassado, os produtos e as indústrias não poderia deixar de promover esta maior integração, intervenção e cooperação com e por parte de seus consumidores.

Uma das indústrias mais prvilegiadas por este movimento foi a da moda, com dezenas de iniciativas de personalização de sapatos e camisetas (principalmente), com exemplos que vão desde o Nike I.D. (pioneiro), passando pelo site colaborativo Threadless (de camisetas), chegando ao novo modelo lançado pela Keds (com enorme sucesso!).

A customização proporcionada pela indústria permite: um maior conhecimento dos desejos do público-alvo, uma maior identificação do consumidor com a marca (que te entende, e te oferece um produto “único”) e uma experiência de compra inigualável. 

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Livro:

Um interessante livro, ele mesmo personalizado pelas próprias autoras, tem um título que poderia ser traduzido (do alemão) como algo como “The ‘I did it myself’ Brand – The mass rebellion against mass production”, foi recém lançado, e discute o fênomeno da customização e massa. Segundo o site das autoras, o livro poderia ser resumido como uma resposta ao “No Logo”: Meu Logo!

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Filed under na tecnologia, no consumo

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