mass customization: feito por mim, para nós

Todos já conhecemos as infinitas possibilidades de customização de camisetas e tênis. Mas este fenômeno tem ganhado novas proporções aliado a outros, como a participação ativa do consumidor e a digitalização.

Na Internet o próprio Google tem sua versão personalizável, o iGoogle. O sistema de busca funciona normalmente, mas o usuário, após logar com uma conta gmail, pode escolher que conteúdos quer ver e deixar disponíveis na página.

Ainda no mundo digital, uma marca com grande destaque no estímulo à participação do consumidor é Doritos. Sua estratégia é sempre calçada em participação e personalização, e segundo a vice-presidente de marketing da Frito Lay, Ann Murkhejee, os fãs da marca são super responsivos e não se cansam de dizer o quanto curtem poder customizar o que é importante para eles.
Uma das ações mais divulgadas da marca foi a produção de um live arcade game para o Xbox, criado por um consumidor, no “Unlock Xbox”. A customização entra aqui na possibilidade de os jovens poderem se expressar e pedir a uma grande empresa que crie o game que está em suas mentes.

     

A colaboração do consumidor também é conhecida como co-creation, algo que as marcas têm falado cada vez mais. Sai na frente quem percebe que pode aproveitar – no bom sentido – o capital intelectual de quem conhece e faz uso das marcas, produtos e experiências.

E por que as pessoas topam pagar por algo que elas mesmas criaram? Quais os estímulos para ser co-criador?
Primeiro por status. Difícil quem não se gabe de seus talentos criativos.
Dinheiro também conta. Muitas empresas pagam por suas idéias.
Diversão, acredite se quiser, é um ponto importante. Quem se identifica com uma marca tem prazer em ajudá-la a desenvolver novidades.
E com tudo isso, surge algo interessante: esta função está se tornando uma profissão. Agências e empresas têm contratado pessoas com diferentes competências para mudar o fluxo tradicional de pensamento. E tem dado muito certo!

A rede americana Best Buy, percebendo a grande freqüência de mulheres em suas lojas, chamou 40 consumidoras na cidade de Aurora, no Colorado, para pedir ajuda no design de uma loja que atendesse às suas necessidades de experimentar produtos, que fosse mais confortável e pessoal, exatamente como elas queriam. Apesar de o custo da implementação desta loja customizada ter sido mais alto, também são altas as expectativas de movimento e lealdade por parte deste público.

O caminho é este: reconhecer os indivíduos para criar experiências únicas, e compreender que elas serão válidas e aproveitadas por muitos outros.

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Filed under na internet, no comportamento, no consumo, no marketing

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